quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Os Mistérios da Grande Cruz de Hendaye


Em 1926, o misterioso e desconhecido alquimista Fulcanelli (provavelmente não era esse o seu verdadeiro nome) publicou um livro chamado “Os Mistérios das Catedrais”. Nesta obra, o autor afirmava que o grande segredo da alquimia estava exposto nas paredes da catedral de Notre-Dame, em Paris. Um capítulo extra de “Os Mistérios das Catedrais” foi acrescentado numa nova edição em 1957 e intitulava-se “A Cruz Cíclica de Hendaye”.
A Grande Cruz de Hendaye, também conhecida por “Monumento ao Fim dos Tempos”, é um monumento alquímico com cerca de 350 anos, que guarda segredos do universo e se localiza num adro de igreja em Hendaye, França. Segundo Fulcanelli, a referida cruz contém segredos e avisos sobre o final da presente era. A Grande Cruz de Hendaye parece ser uma construção simbólica que explica a ciência dos ciclos do tempo e que prevê extraordinárias mudanças. Para Fulcanelli, estas mudanças iriam ter um efeito dramático na nossa espécie e no nosso planeta. Este fala também do final da actual Idade do Ferro - ou kali-yuga - e do começo de uma Idade do Ouro. Assim, a transformação alquímica do metal inferior em ouro é também uma metáfora para a transformação da actual Idade do Ferro em Idade do Ouro.
O monumento divide-se em 3 partes principais: a base, o pilar e a cruz. A base tem 4 símbolos com um total de 8 imagens simbólicas. Os 4 símbolos da base (uma estrela de 8 pontas, uma lua, um sol - que revela uma face zangada e que indica que a catástrofe está relacionada com o sol - cercado por 4 estrelas, 4 “A´s” inseridos em 4 quadrantes) devem ser tomados como uma unidade que representa o sistema solar, apontando para uma dupla catástrofe que afectará a Terra, revelando ainda quando esta ocorrerá. De acordo com autores recentes, descreve o alinhamento galáctico que se irá dar no Solstício de Inverno de 21 de Dezembro de 2012.

O pilar é a representação simbólica do espaço existente entre o sistema solar e o centro da Via Láctea, que é representada pela cruz.
A cruz tem 3 componentes simbólicas: a inscrição INRI, os duplos X’s e a inscrição em latim OCRUXAVES/PESUNICA. Estes símbolos oferecem-nos três sistemas de significado interligados, que quando tomados em conjunto nos dão a chave para compreender o processo inteiro simbolizado pelo monumento. Fulcanelli afirma que a inscrição em latim se refere ao único local de refúgio perante a dupla catástrofe descrita pelo monumento e não nos dá nenhuma pista, apenas informa que, a partir da inscrição, podemos aprender que existe um local no qual a morte não consegue alcançar o ser humano no momento do duplo cataclismo. Cabe-nos descobrir esse local. Fulcanelli assegura que quem encontrar esse local terá a missão de renovar a humanidade após a catástrofe. Fulcanelli diz que é fácil reconhecer a frase familiar “O Crux Ave Spes Única”, que pode ser traduzida como “Avé ó cruz, a única esperança”, sendo que existem muitos túmulos com esta inscrição. No entanto, Fulcanelli diz-nos que esta é diferente devido à posição trocada do “S”. Chama-nos a atenção para este erro gramatical dizendo que o mesmo ocorre de propósito. Fulcaneli coloca-nos então um enigma.



Segundo um investigador recente, Jay Weidner, a inscrição pode transformar-se em “inca cave cusco peru”, sendo que para ele este local de refúgio é no Peru, mais concretamente na região de Cusco, onde existe uma cruz igual à existente em Hendaye, que ninguém sabe quem construiu e porquê, mas que lá existe há séculos.

Links:

http://www.jayweidner.com/netx1.htm

http://www.sangraal.com/AMET/hendaye.html

http://video.google.com/videoplay?docid=-7749006621224371961&ei=TwjoSPmTDYaYrQLWhZmZCw&q=great+cross+of+hendaye

5 comentários:

HOOZEMBERG SENA DE OLIVEIRA disse...

O que é que há neste mundo ou universo em que vivemos, hem? Tudo é enigma, tudo é um jogo de quebra-cabeças, símbolos interligados, intrincados, que exigem grandes esforços para uma compreensão que termina por sempre parecer a confecção holográfica de um sonho! Mas que droga! Nada de clareza, nada de exatidão! Que falta de boas intenções tem a droga desse mundo! Mas que meda!

yang_29 disse...

Costuma-se dizer que a vida é simples,nós é que a complicamos.No entanto, muitas vezes, há informações que precisam de ser bem guardadas para não se correr o risco de serem suprimidas ou perdidas,talvez seja este o caso.

Guilherme disse...

Segundo um investigador recente, Jay Weidner, a inscrição pode transformar-se em “inca cave cusco peru”, sendo que para ele este local de refúgio é no Peru, mais concretamente na região de Cusco, onde existe uma cruz igual à existente em Hendaye, que ninguém sabe quem construiu e porquê, mas que lá existe há séculos.

QUEM CONSTRUIU FORAM OS INCAS, EXISTE MAIS DESSAS CRUZES? OU SÓ 2?

yang_30 disse...

Olá Guilherme,

Já faz algum tempo que eu não pesquiso sobre este tema, mas, possivelmente, não foram os Incas que construiram essa cruz, uma vez que é um símbolo cristão... Não tenho conhecimento se existem mais cruzes semelhantes a essas, mas poderá pesquisar no site do Jay Weidner, por exemplo.

Third_Eye disse...

São uns A's pouco comuns, de certo modo lembram-me símbolos da maçonaria (mas incompletos), como uma pirâmide (mas sem a base) com o olho que tudo vê, ou apenas um dos compassos com o olho... Jay Weidner acha que são mesmo A's e q significam as 4 eras (ages), de cerca de 6500 anos cada e que perfazem o ciclo de 26 000 anos da precessão dos equinócios, referindo o fim da idade do ferro e o início da idade do ouro... apoia também a ideia de que a "dupla catástrofe" é um fenómeno de expulsão de matéria (irídio) do centro da galáxia e que afecta o Sol, provocando nele uma grande explosão (isto a cada 26 000 anos). A parte da Lua poderá ter a ver com o que desconhecemos dela? A outra face da Lua?