domingo, 5 de outubro de 2008

Descodificando o Passado: Os Maias e a Profecia do Juízo Final


A civilização Maia foi uma cultura mesoamericana pré-colombiana com uma rica história, que floresceu durante quase 3000 anos. O termo "Maia" refere-se a uma longa linhagem ancestral. Os Maias responsáveis pela maioria dos monumentos “calêndricos” e pelos majestosos observatórios piramidais são conhecidos por "Maias do Período Clássico". Estiveram na Terra entre, aproximadamente, 435 a 830 d.C. Parece que viveram e trabalharam com uma missão muito precisa - a de registar enormes ciclos astrológicos e astronómicos, com o objectivo de alertar gerações futuras para a mudança da idade do mundo. Criaram a mais extensa e precisa ciência de contagem do tempo conhecida na Terra, traçando os ciclos concorrentes de todos os corpos celestes e calculando datas, tanto para o passado como para o futuro, com surpreendente precisão. Quando estava pronta a sua tarefa de registo codificado desta mensagem em pedra, os Maias Clássicos desapareceram. As cidades do sul em pouco tempo ficaram vazias e quando os espanhóis chegaram à região, as grandes cidades cerimoniais já haviam sido abandonadas e a cultura estava em total decadência. Por volta de 830 d.C., tribos guerreiras entraram no Yucatão e a guerra e o sacrifício de humanos foram introduzidos.
Os Maias Clássicos eram assim astrónomos, peritos em medir a passagem do tempo e mestres da escrita e da matemática. Enquanto a Europa mergulhava numa Idade Média sombria, os Maias mapeavam os céus, conferindo grande significado a fenómenos astronómicos e fazendo predições extraordinárias baseadas no estudo das estrelas e dos planetas. Previram vários acontecimentos que entretanto se passaram, tais como a chegada do homem branco - Hernan Cortez - a 8 de Novembro de 1519 à região que constitui o actual México. Actualmente, têm estado a reaparecer conhecimentos, estão-se a decifrar as suas misteriosas mensagens através de investigações feitas às ruínas das suas cidades, tais como Chichén Itzá, através do estudo das datas e dos números esculpidos nos seus muros, através dos seus calendários, dos seus códices e livros sagrados.
Os Maias tinham conhecimento de um ciclo astronómico ao qual chamamos precessão dos equinócios. Estes, assim como outras culturas ancestrais, dividiam o tempo em anos cósmicos, ciclos de aproximadamente 25.800 anos, durante os quais o eixo da Terra vai apontando sucessivamente para diferentes estrelas no decorrer do tempo. Devido a este movimento, o Equinócio da Primavera passa a acontecer com a entrada do Sol num diferente signo do Zodíaco a cada 2152 anos. Cada ciclo de 25.800 anos é composto por 5 ciclos menores, com duração de 5125 anos cada um, e mantêm uma directa relação com os 5 elementos: jaguar, vento, fogo, água e terra. A era em que nos encontramos (3113 a.C. - 2012 d.C.) é chamada a Era do 5º Sol e é dominada pelo elemento terra, cujo significado maia se associa a mudança, evolução, terramoto, sincronismo e navegação. Os Maias referem que cada uma das 4 eras anteriores foram destruídas sob a influência do elemento pelo qual eram regidas. Cada ciclo finaliza assim uma humanidade na Terra – primeiro a destruição, seguida pela regeneração que traz o ciclo seguinte. Estamos assim a viver os últimos anos da Era do 5º Sol e também os últimos anos do ciclo de 25.800 anos, a ponto então de entrar num novo ciclo.
Os Maias referem-se ao grande ano cósmico nos seus sistemas de crença místicos e desenvolveram calendários baseados no mesmo. Eles tinham calendários notavelmente mais precisos, complexos e holísticos do que o usado actualmente no mundo ocidental (calendário gregoriano). Os antigos Maias tinham assim mais de 17 calendários. De entre todos estes calendários, os mais referidos costumam ser o Tzolkin, o Tun-Uc e o Haab. O Tzolkin, ou calendário sagrado, compreendia 260 dias, resultantes da combinação de 20 glifos com 13 números. O Tun-Uc, calendário "lunar" de 364 dias, é dividido em 13 períodos de 28 dias cada e cada um destes 13 períodos era representado por um animal. O Haab, calendário civil de 365 dias, é dividido em 18 meses de 20 dias cada, mais um período suplementar de 5 dias nefastos, o Uayeb.
Os astrónomos e guardiães do tempo da civilização Maia previram que o mundo, tal como o conhecemos, chegaria ao fim em 21 de Dezembro de 2012. Nesta data, que corresponde ao solstício de Inverno, mais exactamente às 11:11 do horário universal (UTC) a Terra estará alinhada com o Sol e com o centro da Via Láctea, o que constitui uma conjuntura crítica que indica o ponto de conclusão de um ciclo de 25.800 anos no processo evolutivo do Homo Sapiens.



Nota: este vídeo apresenta apenas a 1ª parte do documentário, as partes restantes encontram-se no YouTube.


Nota: este vídeo apresenta apenas a 1ª parte do programa, as partes restantes encontram-se no YouTube.

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