segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Profecia Zulu

Credo Mutwa, um Sanusi (Xamã) Zulu e ancião Sul-africano de 80 anos, numa conferência dada na Califórnia em Outubro de 1999 disse o seguinte:

“ Foi-me dito pelos grandes contadores de histórias das nossas tribos que uma vez, há muitos anos atrás, uma estrela terrível, chamada Mu-Sho-Sho-no-no, uma estrela com uma cauda muito comprida, desceu muito próximo dos nossos céus. Surgiu tão próximo que a Terra virou-se de cabeça para baixo, o mundo inteiro virou-se de cabeça para baixo. O Sol ergueu-se no Sul e se pôs no Norte.
Depois caíram coisas pretas que ardiam, como se fosse alcatrão derretido, queimaram todos os seres vivos na Terra que não puderam escapar. Depois disso veio um terrível dilúvio de água acompanhado por ventos tão grandes que levaram os topos inteiros das montanhas para bem longe. E depois disso vieram enormes pedaços de gelo, maiores do que qualquer montanha e o mundo inteiro ficou coberto com gelo durante muitas gerações.
Depois disso, as pessoas que sobreviveram viram uma paisagem espantosa. Viram rios e riachos de água dos quais puderam beber e também viram que alguns dos peixes que escaparam do mar estavam agora a viver nestes rios. Esta é a grande história dos nossos antepassados. E foi-nos dito que estas coisas vão voltar a acontecer em breve, porque a grande estrela, que é a lava do nosso sol, voltará num dia do ano do touro vermelho, que é o ano de 2012”.

De acordo com os Zulus, a humanidade está actualmente no sexto mundo. A tradição diz que o senhor do céu Nkulunkulu, com a ajuda da rainha celeste Nomkubulwana, criou e destruiu o mundo cinco vezes. Este sexto mundo é um mundo difícil, cheio de ignorância, dor, sofrimento, fome, guerras e conflitos.
Nkulunkulu e Nomkubulwana irão destruir este sexto mundo e estabelecer o sétimo mundo. O sétimo mundo irá ser uma Terra perfeita onde a morte, a dor e o sofrimento serão desconhecidos. A humanidade viverá num tempo de felicidade e harmonia. Por causa das imperfeições, dor e sofrimento do sexto mundo, os grandes deuses decidiram trazer para este tempo e espaço seres humanos especiais que vieram do quinto mundo, que foram salvos dele mesmo antes de ser destruído. Estes humanos do quinto mundo foram cuidadosamente escolhidos porque eram muito hábeis como curandeiros, professores e pacificadores. Eles foram trazidos para o sexto mundo para confortar e redimir a humanidade sofredora. A mesma selecção voltará a ser feita com a chegada do sétimo mundo. Os Zulus falam também da chegada de Leizwi, uma personagem heróica, que chegará no final do sexto mundo.
A profecia dos Zulus apresenta algumas semelhanças com as histórias contadas por tantos outros povos, tais como os Hopis. A chegada de um novo mundo marcada pelo aparecimento de um astro parece ser o tema central em muitas destas profecias.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Calendário dos Cherokees

Os Cherokees, que são um povo ameríndio da América do Norte, têm um antigo calendário que termina em 2012, tal como o dos maias.

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Calendário Maia corrobora Profecia Hindu


Algumas fontes sugerem que estamos actualmente a aproximar-nos do final do Kali Yuga (Idade do Ferro) que, segundo a tradição Hindu, é a última e mais negativa das quatro eras evolucionárias do grande ciclo manvantárico. Existiu uma Idade de Ouro (Satya Yuga), mas à medida que o tempo avançou, o planeta entrou numa espiral descendente negativa e a qualidade de vida em cada Yuga (Idade ou Era) tornou-se gradualmente removida do conhecimento da verdade e da lei natural. O Kali Yuga é caracterizado pela intoxicação, prostituição, matança de animais, destruição da natureza e pelo vício do jogo. Esta é a era onde a gratificação dos sentidos é a meta da existência, onde se acredita somente no que se vê, onde não existe misericórdia e onde Deus se tornou um mito. Existem guerras, o vício e a ignorância são dominantes e a verdadeira virtude é praticamente inexistente. Os líderes que governam a Terra são violentos e corruptos e o mundo tornou-se completamente pervertido.
Segundo os preceitos do hinduísmo, Kalki, o 10º e final avatar de Vishnu, virá montado num cavalo branco, manuseando uma espada flamejante com a qual irá derrotar o mal e restaurar o dharma, dando início a um novo ciclo, uma nova Idade de Ouro ou Satya Yuga. No “Brahma-Vaivarta Purana”, que é um texto religioso Hindu, o senhor Krishna diz a Ganga Devi que uma nova Idade de Ouro irá começar 5 000 anos depois do início do Kali Yuga e que esta durará 10 000 anos.
Esta previsão da chegada de um novo mundo é também profetizada pelos maias. O calendário maia começou com o 5º Grande Ciclo em 3113 a.C. e terminará em 21 de Dezembro de 2012. O Kali Yuga Hindu começou em 18 de Fevereiro de 3102 a.C. Só existe uma diferença de 11 anos entre o começo do Kali Yuga e o começo do 5º Grande Ciclo dos maias. Os antigos Hindus utilizaram principalmente calendários lunares, mas também calendários solares. Se o calendário lunar normal equivale a 354,36 dias por ano, então seriam 5270 anos lunares desde que começou o Kali Yuga até à data de 21 Dezembro de 2012. São cerca de 5113 anos solares de 365,24 dias por ano desde o início do Kali Yuga até ao Solstício de Inverno de 2012. Desta forma, o calendário Maia parece corroborar o calendário Hindu.
Quer por anos solares ou lunares, de acordo com as antigas escrituras Hindus, parece ter chegado o tempo da profecia de Krishna se realizar. Uma idade de ouro pode assim começar em 2012. É impressionante porque ambos os calendários começam mais ou menos ao mesmo tempo, há cerca de 5000 anos atrás e ambos prevêem um novo mundo totalmente diferente, uma Idade de Ouro que se iniciará cerca de 5000 anos depois do começo dos mesmos. E não deixa de ser espantoso porque, historicamente, estas duas culturas antigas não tiveram nenhum tipo de contacto. Mais uma vez parece existir alguma verdade por detrás disto.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Profecias dos Índios Hopis


Os Hopi são uma nação nativo americana dos Estados Unidos da América que vive principalmente na Reserva Hopi no noroeste do Arizona, com 1,5 milhões de acres (6 000 km²), que está rodeada pela reserva Navajo. Alguns Hopi vivem na reserva indígena do Rio Colorado, no oeste do Arizona.
Este povo continua a praticar a sua cultura tradicional, num grau mais elevado que a maioria dos outros nativos americanos. A religião dos Hopi é essencialmente pacífica e envolve o respeito por todas as coisas e seres da Natureza, de acordo com os mandamentos de Maasaw, Criador e Protector do Mundo. Nos seus ritos religiosos, os Hopi pedem benefícios para todos os povos da Terra. Possuem uma cosmogonia que em tudo se assemelha a concepções que parecem repetir-se por todo o planeta, facto indicativo de que, de algum modo, toda a Humanidade recebeu as suas tradições de uma mesma fonte, embora as lendas e profecias tenham adquirido ao longo do tempo pequenas diferenças, insignificantes em relação ao todo e que são resultado de peculiaridades locais.
Os Hopi também acreditam na emergência e extinção cíclica dos Homens, que se renovam em raças cada vez mais evoluídas rumo a uma purificação espiritual que chegará ao termo ideal na Sétima Raça ou Sétimo Mundo. O fim do mundo segundo a tradição Hopi inclui todo aquele elenco de catástrofes descritas em outras profecias, desastres naturais inevitáveis, considerando esta tradição que o cruzamento entre as órbitas da Terra e de um astro de grandes proporções - seja planeta, asteróide ou cometa - produzirá, evidentemente, grandes alterações no ecossistema terrestre. Este fim do mundo segundo os Hopi também inclui a ideia de uma punição, de um karma negativo a ser resgatado, prevendo que uma estrela azul virá coroar uma sequência de nefastas acções perpetradas pelos homens: irá acontecer uma guerra e esta será também um confronto entre valores materiais e valores espirituais. Somente os Hopi, ou os Pacíficos, serão poupados, restarão uns poucos sobreviventes, sementes do Quinto Mundo.
Os sinais que anunciam o grande final já estão a ocorrer há algum tempo e são igualmente parecidos com todos aqueles citados em outras profecias, a grande maioria decorrentes dos aspectos negativos do notável avanço tecnológico alcançado pela Humanidade. Os Hopi, assim como outros povos, foram salvos de uma grande dilúvio no passado e estabeleceram um acordo com o Grande Espírito (O Criador) em que nunca se separariam dele. Então ele fez um conjunto de tábuas de pedra sagradas chamadas Tiponi nas quais inseriu os seus ensinamentos, profecias e avisos.
A profecia mais persistente e confirmável é uma que foi dada nos tempos antigos pelos Anciães Hopi. Esta profecia foi passada através da tradição oral e pela referência às tábuas antigas. Os anciães revelaram que haveria nove Sinais antes que surgisse o 5º Mundo. Este seria um mundo de paz e de abundância - uma Nova Terra. De acordo com Pena Branca, um Hopi do antigo Clã dos Ursos, a profecia se realizaria assim:

"O Quarto Mundo terminará em breve e o Quinto Mundo começará. Os anciães sabem disto. Os Sinais no decorrer dos anos foram realizados e assim poucos restam.”

"Este é o Primeiro Sinal: Foi-nos dito da vinda dos homens de pele branca, como Pahana, nosso perdido Irmão Branco das Estrelas. Mas estes homens não viverão como Pahana, eles serão homens que tomarão a terra que não é deles e os homens que atacarão os seus inimigos com o trovão (armas).”

"Este é o Segundo Sinal: As nossas terras verão a vinda das rodas cheias de vozes. Na sua juventude, o meu pai viu esta profecia realizar-se com os seus olhos – os homens brancos que trouxeram as suas famílias em vagões pelas pradarias.”

"Este é o Terceiro Sinal: Uma estranha besta como um búfalo com grandes e longos chifres assolará a Terra em grande número. Estes Penas Brancas viram com os seus olhos – a vinda do gado de longos chifres dos homens brancos.”

"Este é o Quarto Sinal: A Terra será atravessada por cobras de aço – os caminhos-de-ferro".

"Este é o Quinto Sinal: A Terra será atravessada por uma rede de aranhas gigantes – energia eléctrica e linhas telefónicas".

"Este é o Sexto Sinal: A Terra será atravessada por rios de pedra que fazem imagens – auto-estradas com miragens causadas pelo Sol".

"Este é o Sétimo Sinal: Vocês ouvirão o mar se transformar em negro e muitas coisas vivas morrerão por causa disto – derramamento de petróleo nos oceanos".

"Este é o Oitavo Sinal: Vocês verão muitos jovens que usam cabelos longos como a nossa gente. Eles virão e se juntarão às nações tribais, para aprenderem novos modos e sabedoria – os hippies nos anos 60 e 70.”

"E este é o Nono e Último Sinal: Vocês ouvirão uma residência nos Céus, acima da Terra, que cairá com um grande estrondo. Aparecerá como uma Estrela Azul. Logo depois disto, as cerimónias do meu povo cessarão".

"Estes são os sinais que mostram que a grande destruição está a aproximar-se. O mundo balançará para lá e para cá. O homem branco lutará contra outras pessoas em outras terras, com aqueles que possuem a primeira luz da sabedoria. Haverão muitas colunas de fumo e fogo, como Pena Branco viu o homem branco fazer nos desertos, não muito longe daqui. Só os que virão causarão doença e um grande número morrerá. Muitos do meu povo entendem as profecias e estarão seguros. Esses que ficarão e que vão morar nos lugares onde mora o meu povo estarão seguros. Então haverá muito para reconstruir. E logo após Pahana (significa irmão branco desaparecido, esta lenda do Pahana parece estar intimamente relacionada com os Aztecas e a história de Quetzalcoatl, assim como outra lendas da América Central) voltará e trará com ele o amanhecer do Quinto Mundo. Ele plantará as sementes da sabedoria nos corações das pessoas. Até mesmo agora as sementes estão a ser plantadas. Isto abrirá o caminho para o aparecimento do Quinto Mundo”.

A profecia Hopi refere que o aparecimento da Estrela Azul Kachina iniciará um período de grande purificação, um período em que a Terra será purificada e limpa da negatividade, em preparação para o surgimento do 5º Mundo (“virá quando Saquasohuh - estrela azul - Kachina dançar na praça e remover a sua máscara”).

Existe uma rocha saibrosa num penhasco perto de Second Mesa, que pertence à reserva Hopi no Arizona. Neste penhasco está gravada uma imagem do nosso passado, presente e futuro. Este local é mais comummente conhecido como a rocha da profecia Hopi.

A profecia desta rocha descreve dois tipos de caminhos: o caminho daqueles que pensam preferencialmente com cabeça e o daqueles que pensam mais com o coração. Podemos dizer que o primeiro caminho é o daqueles que usam mais o hemisfério esquerdo do cérebro, privilegiando o pensamento analítico, enquanto que o segundo caminho é o daqueles que usam mais o hemisfério direito, servindo-se mais do pensamento intuitivo. O homem moderno tem pouco equilíbrio porque vive numa sociedade em que o hemisfério esquerdo é o dominante. Actualmente damos mais ênfase ao raciocínio analítico e menos importância à intuição.
A profecia da rocha mostra um entroncamento no qual as pessoas vão ter de fazer uma escolha, ou continuam a pensar apenas com a cabeça ou decidem começar a pensar mais com o coração. Se escolherem o primeiro caminho, isso irá guiá-las à autodestruição, mas se escolherem pensar com o coração, então gradualmente regressarão ao estilo de vida natural e sobreviverão.

Links:

Vídeos:




Nota: este vídeo apresenta apenas a 1ª parte, as partes restantes encontram-se no YouTube.


Nota: este vídeo apresenta apenas a 1ª parte do documentário, as partes restantes encontram-se no YouTube.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Projecto Horizon : Evidências Científicas e Históricas

Através dos vídeos apresentados em baixo podemos constatar que existe um grande número de evidências científicas e históricas que suportam a iminência de uma catástrofe global.



Vídeos:

http://www.disclose.tv/action/viewvideo/12995/Horizon_Project__Pole_Shift__amp__Lost_Knowledge_1_8/



Nota: este vídeo apresenta apenas a 1ª parte, as partes restantes encontram-se no YouTube.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Actividade Solar


O ciclo solar é o ciclo que mostra a actividade do Sol ao longo de um período de aproximadamente 11 anos. Ao longo de um ciclo, o Sol passa por períodos alternados de alta e baixa actividade electromagnética, conhecidos por máximos e mínimos solares. Durante os máximos podem-se observar grandes quantidades de manchas solares, enquanto que nos mínimos podem-se passar semanas ou meses sem ocorrer qualquer manifestação de manchas. O crescimento ou período de subida até ao máximo tem uma duração aproximada de 4 anos, enquanto que o processo de descida do máximo ao mínimo é em torno de 6 ou 7 anos.

Há ciclos longos e curtos, de grande ou pequena intensidade; o período mais longo entre dois máximos foi de 17,1 anos (1788 - 1805) e o mais curto foi de 7,3 anos (1829 - 1837); em 1952 e 1989, o Sol mostrou uma forte actividade com violentas erupções, já em 1962 não se pôde ver quase nada sobre o Sol. O primeiro ciclo registado oficialmente iniciou-se em 1755, desde então até 2008 constituíram-se 24 ciclos. O ciclo mais activo, ou seja, com o máximo mais alto, foi o número 19, com uma média de 201 manchas em Março de 1958. O máximo mais baixo verificou-se no ciclo 6, com 48 manchas em Maio de 1816. O mínimo mais alto registado foi no ciclo 21, com 12,3 manchas em Setembro de 1986 e o mínimo mais baixo foi no ciclo 5 com 0,0 manchas em Dezembro de 1810.
A máxima duração de um ciclo solar registada é de 13 anos e 8 meses e pertence ao ciclo 4 (de Setembro de 1784 a Maio de 1798). O de menor duração foi o ciclo 2 com 9 anos exactos (de Junho de 1766 a Junho de 1775). O ciclo de subida mais rápida para o máximo foi o 22, que demorou apenas 2 anos e 10 meses. O ciclo de subida mais lenta foi o 5 com 6 anos e 9 meses. O ciclo 4 demorou 10 anos e 4 meses na descida do máximo até ao mínimo e o ciclo 7 foi o de mais rápida descida desde o máximo até ao mínimo, em apenas 4 anos.

Oficialmente, um novo ciclo começa sempre com o aparecimento de uma mancha solar de polaridade oposta às do ciclo precedente. O surgimento dessa mancha ocorre nas latitudes elevadas do Sol, perto dos pólos. As manchas do ciclo que finaliza normalmente agrupam-se próximo do equador do Sol. Durante algum tempo, cerca de 1 ou 2 anos, os ciclos que acabam e começam coexistem no Sol, enquanto um atinge o fim de vida, o outro ganha vida, mostrando assim o Sol manchas com polaridades invertidas e não-invertidas.

O Sol é a estrela central do Sistema Solar e determinou (e continua a determinar) tudo o que existe neste sistema. O Sol, tal como outras estrelas, é uma esfera de plasma que se encontra em equilíbrio hidrostático entre as duas forças principais que agem dentro dele: para fora a pressão termodinâmica, produto das altas temperaturas internas, e para dentro a força gravitacional.
A estrutura solar pode ser dividida em duas grandes regiões: o interior e a atmosfera. Entre estas encontra-se uma camada, que pode ser considerada a superfície, chamada fotosfera. O interior solar possui três regiões diferentes: o núcleo, a região radioactiva e a região convectiva. A energia solar é criada no núcleo. Neste, a temperatura e pressão são tão intensas que ocorrem reacções nucleares que transformam a massa em energia através da fusão nuclear. Destas, liberta-se radiação que é transportada para a superfície do Sol. Por cima da região convectiva encontramos a fotosfera. Esta é a camada exterior visível do Sol e tem um aspecto manchado devido às erupções turbulentas de energia à superfície. Na fotosfera, a emissão acontece em todas as bandas do espectro luminoso, produzindo a luz branca característica do Sol ao olho nu. As camadas superiores à fotosfera são chamadas de atmosfera solar. A cromosfera encontra-se acima da fotosfera. A energia solar passa por esta zona no seu caminho para fora do centro do Sol. Nesta, irrompem chamas e fáculas. A coroa é a camada externa da atmosfera solar e é nesta que aparecem as proeminências solares. A coroa não possui limite superior, pode-se dizer que ela se estende pelo Sistema Solar inteiro.
Radiação solar é a designação dada à energia radiante emitida pelo Sol, em particular aquela que é transmitida sob a forma de radiação electromagnética. Cerca de metade desta energia é emitida como luz visível na parte de frequência mais alta do espectro electromagnético e o restante na banda do infravermelho próximo e como radiação ultravioleta. A radiação solar fornece energia para a atmosfera terrestre, a qual, para além de suportar a vasta maioria das cadeias tróficas, sendo assim o verdadeiro sustentáculo da vida na Terra, é a principal responsável pela dinâmica da atmosfera terrestre e pelas características climáticas do planeta.
O Sol é uma estrela magnética, com um pólo norte e um pólo sul, além de um equador. Esta estrela gira e fá-lo muito rapidamente, apesar de a rotação nos pólos ser mais lenta do que no equador. O Sol, tal como o Sistema Solar, gira ainda em torno da Via Láctea. As linhas do campo magnético do Sol saem do Sol pelo pólo norte e reentram pelo pólo sul. Normalmente, a linha que une os pólos magnéticos está alinhada com o eixo de rotação do Sol. Mas, a cada 11 anos, quando o Sol atinge o máximo de actividade, os pólos magnéticos trocam de posição. Julgava-se que esta inversão era um processo rápido, mas observações de sondas indicam que, afinal, se trata de um processo gradual, que pode demorar até sete anos a concluir. Durante esta lenta inversão, a linha que une os pólos magnéticos – chamada de eixo magnético – começa por aproximar-se do plano do equador do Sol, acabando por passar pelo mesmo, terminando no pólo oposto. Ao contrário da Terra, as inversões dos pólos magnéticos solares são assim regulares, a cada 11 anos, embora se desconheçam ainda as razões de tal ocorrência.
O campo magnético do Sol engloba a Terra e os outros planetas numa gigante bolha magnética. E é esta bolha que nos protege das poeiras cósmicas que atingem o Sistema Solar. Quando o eixo magnético do Sol se encontra perto do plano do equador, uma maior quantidade de poeira interestelar entra no Sistema Solar, em comparação com quando o eixo se encontra alinhado com o eixo de rotação (ou seja, perpendicular ao equador). A entrada de mais poeira no Sistema Solar não causa perigo nem aos planetas, nem aos satélites, pois os grãos de poeira interestelar são minúsculos. No entanto, os astrónomos estimam que nos próximos anos, cerca de 40 000 toneladas de poeira poderão cair na Terra todos os dias. Mas a maior parte dessa poeira será tão pequena que se incendiará na atmosfera.

As manchas solares são áreas da superfície do Sol que apresentam uma temperatura inferior às outras regiões desta superfície e que possuem um intenso campo magnético (tendo assim dois pólos magnéticos, um norte e um sul), constituindo indicadores da actividade do Sol. A explicação oficial e, portanto, mais comum, apresenta o campo magnético associado à mancha como causa desta, considerando que este bloqueia o fluxo de energia proveniente do interior do Sol, causando a mancha.
As manchas solares podem surgir isoladas ou em grupos e o seu tamanho é bem diversificado, sendo geralmente maiores que a Terra. Algumas delas, inclusive, são tão grandes que são visíveis a olho nú. As manchas são de coloração avermelhada e não negras, esta ilusão de óptica dá-se por causa do contraste com as regiões vizinhas: só parecem escuras porque o resto da superfície solar é mais brilhante que as manchas. Uma mancha solar é um fenómeno temporário. As menores só existem durante algumas horas ou dia, enquanto que as maiores podem durar semanas ou meses. As manchas solares aparecem e desaparecem segundo um ritmo determinado. Ao começo do ciclo, as manchas aparecem nas proximidades dos pólos do Sol. Durante o ciclo vão-se aproximando do equador, zona onde termina o ciclo. Mas este não se produz com regularidade, há desigualdades.

Encontramo-nos actualmente no ciclo 24, que se iniciou em Janeiro de 2008. Este ciclo começou lentamente, com as suas primeiras manchas em Janeiro, Abril, Setembro, Outubro e Novembro. De Janeiro a Setembro de 2008 o Sol apresentou 22 grupos de manchas solares e 82% delas pertenciam ainda ao ciclo 23. Durante algum tempo os ciclos 23 e 24 irão conviver. Recentemente, foi afirmado que o mínimo solar já acabou. Segundo David Hathaway, da NASA, em Outubro foram observados cinco grupos de manchas solares. Enquanto que cinco grupos de manchas não representam nada de extraordinário, os cientistas consideraram tal um aumento significativo em comparação com vários meses de ausência total de manchas do ciclo 24, o que representa então um aumento real na actividade solar.

Curiosamente, 4 dos 5 maiores ciclos registados observaram-se nos últimos 50 anos e o há quem defenda que o ciclo 24 não deve fugir a este padrão, apesar de os cientistas estarem ainda indecisos sobre o quão activo será o novo ciclo. As previsões variam entre 75 a 160 manchas por dia durante o máximo solar. Quando o máximo solar irá ocorrer é ainda tema de debate, com algumas equipas de investigação a prever 2010, outras 2011 e outras 2012. Alguns cientistas acreditam que este será um ciclo intenso e que por isso alcançará o máximo mais cedo.
Os máximos solares podem ser intensos ou praticamente indetectáveis, parecendo não obedecer a um padrão óbvio. A chave para o mistério pode ser um cinturão transportador no Sol (o Grande Cinturão de Convecção do Sol) explicação apresentada por Dikpati, da Nasa. A Terra possui algo semelhante, o Cinturão Oceânico, uma rede de correntes de água que controla o clima. O do Sol é constituído por gás electricamente carregado, move-se em círculos do equador para os pólos e destes para o equador e parece controlar o ciclo das manchas solares. Aparentemente, quando uma mancha morre, deixa uma espécie de cadáver de campos magnéticos fracos. O topo do cinturão roça a superfície do sol, varrendo os campos magnéticos das manchas mortas. Os cadáveres são arrastados para os pólos para profundezas onde o dínamo magnético do Sol os amplifica e os torna prontos a voltar à superfície, como novas manchas. Apesar de a velocidade poder variar, tudo isto acontece de modo lento. Quando o cinturão se move mais rápido, tal significa que bastantes campos magnéticos estão a ser varridos e que um futuro ciclo de manchas solares será intenso. Esta é uma das bases para a previsão de Hathaway: o cinturão moveu-se rapidamente entre 1986 e 1996, campos magnéticos antigos foram varridos e devem reaparecer como grandes manchas solares em 2010. Hathaway concorda com Dikpati em como o próximo máximo solar será intenso, mas discorda da previsão de Dikpati de um máximo em 2012.

Hathaway e Wilson estudaram os registos da actividade geomagnética de há 150 anos para cá e encontraram uma correlação com a actividade solar que lhes permite prever aspectos dos ciclos solares, tais como quando serão os máximos solares. De acordo com as suas análises, o próximo máximo solar deverá ser em 2010, com cerca de 160 manchas solares por dia, com um desvio-padrão de 25. Isto tornaria o ciclo actual um dos mais fortes e activos dos últimos 50 anos. Para Hathaway, a constante observação das manchas solares que aparecerem a partir de agora até meados de 2009 deverão responder à questão de quando ocorrerá o máximo solar - o número de manchas solares deverá subir rapidamente se for um ciclo activo.

Os últimos três ciclos solares foram grandes ciclos, o que significa que tiveram mais que o número médio de manchas solares (a média situa-se entre as 110 e 120 manchas solares num dado dia durante o máximo do ciclo). O último ciclo solar, que atingiu o seu máximo entre 2000 e 2001, foi particularmente intenso, com um aumento de tempestades solares. A intensa actividade no máximo do ciclo solar tende a levar a uma menor actividade no fim do ciclo. Em 2007, a actividade solar permaneceu praticamente nula, já caracterizando o final do ciclo 23 e no final de Dezembro 2007 já estávamos na fase do mínimo solar.

Os ciclos de actividade solar mais intensa são caracterizados também portempestades solares, apesar de estas poderem acontecer a qualquer altura do ciclo solar. Nestas tempestades ocorrem erupções solares, que são explosões na superfície do Sol causadas por mudanças repentinas no seu campo magnético. Estas explosões provocam ejecções de massa coronal - partículas de altas energias lançadas no espaço. A matéria ejectada pelo Sol e que se desloca pelo espaço é chamada de vento solar. Quando a actividade solar não é significativa, o vento solar é uniforme mas quando há distúrbios solares violentos, o vento solar pode alcançar velocidades muitas vezes superiores às observadas normalmente. Um fluxo de radiação electromagnética emitida pelo Sol chega constantemente à Terra e sofre a influência do campo geomagnético e da atmosfera terrestre, que impedem que o planeta seja atingido directamente e fazendo com que o vento solar flua em torno do campo. Mas quando o Sol apresenta um número elevado de erupções ou estas são violentas e nuvens de partículas solares de alta velocidade atingem o planeta, a magnetosfera terrestre pode alterar a sua intensidade e direcção. A radiação transborda a magnetosfera e ioniza outras regiões da atmosfera, provocando uma tempestade geomagnética que tem consequências electromagnéticas e climáticas. Podemos dizer que as tempestades solares levam a tempestades geomagnéticas na Terra.
Se este novo ciclo solar se revelar forte, tal é perigoso para os satélites (dos quais dependemos para previsões atmosféricas ou para sistemas de navegação através de GPS), para as comunicações de rádio e de telemóvel e para as redes eléctricas. O exemplo de consequência de tempestades solar e geomagnética mais conhecido aconteceu no Quebec (Canadá) em 1989, em que vários milhares de habitantes ficaram sem corrente eléctrica durante seis dias. Também as viagens aéreas podem ser afectadas: as tempestades produzem um grande efeito nas regiões polares da Terra. Quando os aviões voam sobre os pólos durante estas tempestades, podem sofrer períodos de total ausência de comunicações rádio, erros de navegação e falhas nos sistemas informáticos. Estas tempestades, se intensas, poderão assim criar um grande caos na Terra.
Em 3 e 4 de Novembro passado, a mancha solar nº 1007 libertou uma série de tempestades solares da Classe B. As tempestades solares são classificadas nas classes A, B, C, M ou X, de acordo com o seu pico, e cada classe é 10 vezes mais forte que a classe inferior. Esses eventos menores, classe B, são contudo fortes o suficiente para causar perturbações nas transmissões de rádio. As auroras boreais e austrais (espectáculos luminosos visíveis no céu) são bonitos efeitos colaterais das tempestades geomagnéticas. Durante o último máximo solar, estas foram vistas em latitudes tão baixas como a Flórida e a Califórnia, nos Estados Unidos, ou o Norte de Espanha e Sul de França, na Europa. Não há muito tempo, apenas no Árctico se podiam observar auroras com alguma regularidade.

Há quem relacione as previsões de um máximo solar intenso para 2012 com um evento solar de grandes proporções (com consequências directas e nefastas na Terra) predito pelos maias e outras antigas culturas. Apesar de conhecermos alguns mecanismos de funcionamento do Sol, o facto é que predominam as incertezas e a (aparente) inconstância da sua actividade. Podemos assim concluir que o Sol é um astro ainda bastante desconhecido e, portanto, misterioso, para o ser humano. Quem sabe os maias e egípcios não teriam razão ao ter esta estrela como divindade: aparentemente, o Sol não só lhes concedia a vida, mas também a morte.

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domingo, 7 de dezembro de 2008

Simbologia Antiga - O Ouroboros


O Ouroboros é um símbolo que pode ser encontrado na antiga literatura esotérica e é representado por uma serpente, ou um dragão, que morde a sua própria cauda. É algumas vezes associado à expressão Hen to pan - o todo ou o um. A etimologia desta palavra é grega: ouros (cauda, apêndice) e boros (que come, que devora). Registos deste arquétipo foram encontrados entre muitas tradições e antigas culturas, tais como egípcios, druidas e indianos.
O Ouroboros está relacionado com a alquimia e é por vezes representado como dois animais míticos, mordendo o rabo um ao outro. Simboliza o ciclo da evolução voltando-se sobre si mesmo e contém a ideia de movimento, auto-fecundação, continuidade e o eterno retorno. Representa também os ciclos encarnatórios da alma humana e é possível que o símbolo matemático de infinito tenha tido a sua origem nesta imagem.
A Via Láctea é a inspiração para o símbolo do Ouroboros. Mitos e textos antigos referem-se a uma serpente de luz que reside nos céus. Esta serpente de luz é a Via Láctea e no ponto central da galáxia, perto de Sagitário, é vista mordendo a própria cauda.
A nossa galáxia retém um imenso ciclo de tempo que termina em mudanças catastróficas. Os gregos chamavam a este fim de era Suntelia Aion. Segundo algumas fontes, a imagem de Suntelia Aion é um sol nascendo de dentro da boca do Ouroboros, o que ocorrerá no Solstício de 21 de Dezembro de 2012. Esta data está relacionada com o calendário maia, tornando-se assim uma data simbólica na evolução da consciência, dentro da alquimia do tempo. Historiadores antigos, especialmente Platão, referiram-se a um ciclo de eras pontuado por catástrofes.


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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Lawrence E. Joseph

Lawrence E. Joseph, autor do livro “2012 Ano do Apocalipse?”, é entrevistado num programa de rádio e fala-nos da pesquisa que realizou sobre o tema.
No vídeo apresentado em baixo, o autor revela-nos as suas fontes, entre elas, um geofísico russo. Conta-nos também a viagem que fez à Guatemala e as conversas que teve com xamãs descendentes dos antigos maias.