sexta-feira, 20 de novembro de 2009

2012 e profecias maias: a visão dos anciãos maias contemporâneos

A profecia desempenhou um papel importante na vida dos maias e ocupou uma posição de destaque na sua literatura. Predizer o futuro era a função de uns tantos dotados para isso – os chilam. A palavra significa porta-voz ou intérprete e eram os chilam que comunicavam ao povo as respostas dos deuses.

De um modo geral, as profecias maias são classificadas em quatro classes: profecias diárias, profecias anuais, profecias para katuns e profecias especiais do regresso de Quetzalcoatl ou Kukulcan.

As profecias diárias são mais propriamente um prognóstico do que uma profecia, feito por adivinhos e não pelos chilam. Cada um dos 260 dias do Tzolkin é especificado como sendo de sorte ou azar e muitos deles são seguidos por outros prognósticos para indicar se o dia é adequado para determinados empreendimentos, de sorte para determinadas profissões e ofícios, auspicioso para a sementeira de determinadas culturas, etc.

No entanto, as profecias anuais, para katuns e sobre o regresso de Kukulcan, pertencem definitivamente ao campo da profecia genuína. E por falar em profecia genuína, abundam “textos proféticos” (essencialmente na Internet) associados aos maias que não o são propriamente.


Os textos originais maias são vagos e alguns encontram-se incompletos, o que dá margem para todo o tipo de interpretações. Deste modo, surgiram interpretações pessoais dos mesmos acerca dos seus calendários e profecias e assim surgiu a criação do mito contemporâneo sobre o apocalipse em 2012. Ora, o ano de 2012 não marca propriamente o fim do calendário maia e quanto ao fim do mundo… Bem, pelo menos os maias, aparentemente, não disseram nada disso...


2012 é o final de um ciclo de tempo ou calendário maia chamado Conta Longa. Além deste, em 2012 terminam ainda outros ciclos ou unidades menores de tempo: fim de um período de 13 baktuns (equivalem a 5125 anos) e dos presentes katun (cerca de 20 anos) e baktun (equivalente a 144,000 dias ou 394,25 anos).

Para que um calendário tenha sentido, é necessário que a sua contagem de tempo inicie com determinada data de referência. Qual teria sido a data zero para o começo do calendário de Conta Longa? Têm havido vários estudos neste sentido e todos concordaram num único ponto: a contagem de tempo maia tem início com o hieróglifo 4 Ahau 8 Kumk’u. No entanto, como deve ser datado esse 4 Ahau 8 Kumk’u? Existem diversas teorias apoiadas em equações matemáticas com base em eventos históricos e astronómicos. No entanto, a data mais aceite é a de John Thompson, que fixou a data zero em 11 de Agosto de 3114 a.C.


(Porque será que o calendário maia começa muito tempo antes da sua efectiva época e porque será que os maias indicam um início fixo para o seu calendário? Há quem defenda que algo muito importante para os antepassados remotos dos maias deve ter acontecido naquela data. Estariam a calcular o tempo dos ciclos em que os seus deuses levavam para regressar do paraíso? Ou realmente calculavam os ciclos de vida da Terra?)


O calendário de Conta Longa dura então 5125 anos e termina em 13.0.0.0.0, data maia que, tomando-se como início do calendário em 11 de Agosto de 3114 a.C., corresponde à data gregoriana de 21/12/2012. Tal não significa que os maias esperassem pelo fim do mundo naquele dia - até porque os povos ameríndios não têm uma concepção linear de tempo que permita pensar num fim absoluto. Este ciclo muito simplesmente pode recomeçar, tal como para nós, o 31 de Dezembro é sucedido pelo 1 de Janeiro, para os maias o dia 22/12/2012 corresponderá ao dia 0.0.0.0.1. A maioria dos investigadores nesta área acredita que, após chegar à data “final”, o calendário se reiniciará.

Em nenhum lugar se diz que o ciclo actual será o último. Entre os imensos textos maias conhecidos, parece haver apenas um que faz menção à data de 2012 - uma inscrição encontrada nas ruínas de Tortuguero (sul do México). Um indício indirecto da mesma “profecia” encontra-se nos livros maias de Chilam Balam. E mesmo esses textos talvez não correspondam ao que entendemos por profecias. Embora os maias tivessem uma visão qualitativa do tempo - havia períodos "benéficos" e "maléficos" - tal não implica que fossem fatalistas.


Mas tudo isto são dados de pesquisas arqueológicas e outros estudos. O que pensam os maias contemporâneos acerca de tudo isto? Depois de quinhentos anos de escravidão, exploração, isolamento, discriminação e pobreza extrema, não é de admirar que os maias tenham perdido alguns dos seus conhecimentos, mas os grandes sábios preservaram-nos e ainda os passam de geração em geração.


Carlos Barrios descende de uma das mais antigas e sagradas linhagens maias e é um reconhecido antropólogo, especializado na História e cultura maias. É também membro do Conselho Guatemalteco dos Anciãos Maias, sacerdote e xamã.

Para ele, esta data não marca o fim do mundo: “os textos antigos religiosos e previsões feitas por profetas famosos têm sido amplamente interpretados por ignorância ou atitude fatalista. Na verdade, esta data é o início de um novo ciclo no calendário maia chamado Job Ajaw, ou O Quinto Sol. É um momento em que haverá um movimento para que tanto a Terra como a humanidade possam chegar ao próximo estágio da evolução. Uma mudança de consciência irá ocorrer, levando a um período de harmonia humana, de compreensão, paz e sabedoria. O período que marca o fim do Quarto Sol - agora - é quando corremos o risco de grandes conflitos e de catástrofes naturais em larga escala, mas está ao nosso alcance impedir que estes aconteçam. A consciência é de extrema importância (…) o nosso destino depende da nossa reacção aos eventos agora (…) Se estamos a promover uma visão positiva para o Quinto Sol, podemos evitar a histeria em massa e assumir a responsabilidade pelo nosso futuro (…) é preciso encontrar uma maneira de trabalhar juntos. Devemos esforçar-nos para viver uma vida simples, harmoniosa, que seja ecologicamente consciente. A solução está dentro de nós, mas não há tempo a perder.”


Outra pessoa que passou grande parte dos últimos 35 anos com povos indígenas é Drunvalo Melchizedek. Ele partilha da opinião de Barrios, de que é importante termos em conta a opinião dos maias de hoje, essencialmente a dos anciãos. Drunvalo reuniu-se com anciãos maias (bem como com os anciãos Hopi, que têm partes de profecias similares às dos maias) e considera que, apesar de 21 de Dezembro de 2012 ser a data do fim do actual calendário maia, tal não significa que algo espectacular vá acontecer nessa exacta data.

Segundo ele, os anciãos maias dizem que o calendário prevê mudanças na Terra e na consciência dos humanos e que ocorrem dentro de um período de sete anos por volta de 2012. A maior mudança terrestre nestes sete anos seria a mudança do pólo magnético seguida de uma mudança do pólo físico. Uma profecia da tribo Hopi afirma que grandes mudanças começariam quando uma "grande estrela azul" aparecesse no céu. Em 24 de Outubro de 2007 o cometa 17P/Holmes surpreendeu a comunidade astronómica, ao aumentar subitamente de brilho em mais de um milhão de vezes, passando de magnitude 17 para 2.8 em poucas horas. Foi observável por muitos dias a olho nu, na constelação de Perseu, assemelhando-se a uma pequena e brilhante estrela e continuou a "brilhar" com uma luminosidade fora do comum, deixando os observadores intrigados com o que causou o aumento repentino de brilho e se o cometa repetirá esta façanha. Em Novembro de 2007 o seu diâmetro aumentou até ser, temporariamente, maior do que o diâmetro do Sol - fotos profissionais dessa altura revelam uma grande bola de cor azulada. Segundo Drunvalo, os anciãos Hopi e Maia reuniram-se e concordaram que este cometa foi a estrela de que falam as suas profecias. Ao que consta, os anciãos maias estão actualmente a escrever um livro para estabelecerem um registo correcto do calendário maia e das suas profecias.


Na mitologia maia, os mundos ou eras vão sendo criados e destruídos ciclicamente por decreto dos deuses, para que haja um aperfeiçoamento do ser humano, uma evolução. Assim, o ano de 2012 poderá não ser o fim do mundo, o apocalipse, mas sim uma renovação do mesmo. A renovação implica destruição, o que não quer dizer que haja um fim absoluto, talvez apenas um fim do mundo como o conhecemos e como o interpretamos… Novo ciclo de criação e destruição, continuidade e descontinuidade, talvez um ciclo eterno… Bem, aguardemos o início da era do Quinto Sol.


sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Yellowstone – supervulcão prestes a explodir?

O termo supervulcão designa um centro vulcânico que teve uma erupção de magnitude 8 no Índex de Explosividade Vulcânica, o que significa que os depósitos da erupção (cinzas e outros materiais piroclásticos) são superiores a 1000 km3. São erupções extremamente explosivas e colossais. Assim, um supervulcão é um vulcão que num determinado ponto no tempo eclodiu mais de 1000 km3 de depósitos. As erupções dos supervulcões são responsáveis por alterações climáticas e extinções em massa.


A erupção em 1815 do Tambora, na Indonésia, a maior erupção registada na história moderna, expeliu apenas cerca de 100 km3, o que foi suficiente para fazer diminuir a temperatura global do planeta durante 3 anos seguidos. Em 1816, as temperaturas dos meses estivais sofreram um abaixamento abrupto na Europa e na América, tendo esse ano ficado conhecido como "o ano em que não houve Verão”.

Há cerca de 75 000 anos, uma erupção na caldeira do Toba, na Indonésia, quase provocou a extinção do ser humano. Ninguém sabe ao certo a extensão desta erupção, sabe-se apenas que foi colossal. Os núcleos de gelo da Gronelândia mostram que esta erupção foi seguida de, pelo menos, 6 anos de “Inverno vulcânico” (que consiste na redução da temperatura causada por cinzas vulcânicas e ácido sulfúrico obscurecendo o Sol e diminuindo o albedo, levando a um arrefecimento muito grande) e acredita-se que o evento possa ter deixados os seres humanos à beira da extinção, tendo exterminado entre 60% a 75% dos seres humanos.


O supervulcão de Yellowstone localiza-se nos Estados Unidos da América, no Parque Nacional de Yellowstone, que cobre uma área de cerca de 9000 km2. Apesar da actual aparência pacífica da paisagem, Yellowstone sofreu períodos de violência extrema no passado.

Três colossais erupções explosivas ocorreram em Yellowstone nos últimos 2,1 milhões de anos, com um intervalo de recorrência de cerca de 600.000 a 800.000 anos. Yellowstone, tal como muitos outros supervulcões, também teve muitas erupções menores. Desde que a sua mais recente caldeira gigante se formou, há 640.000 anos atrás, ocorreram cerca de 80 erupções relativamente não explosivas. Muitas dessas erupções foram separadas no tempo por várias dezenas de milhares de anos. A mais recente actividade vulcânica explosiva de Yellowstone foi há cerca de 70.000 anos atrás.


A caldeira de Yellowstone é constituída por quase todo o parque – cerca de 9000 km2. Uma caldeira vulcânica é uma depressão côncava que resulta do desaparecimento parcial ou total do cone vulcânico, colapsada por explosões, abatimentos ou agentes erosivos e que apresenta, geralmente, contornos mais ou menos regulares circulares ou elípticos. Pensa-se que a sua câmara magmática mede cerca 80 km de extensão por 40 km de largura e que está localizada em profundidade entre 8 a 16 km. Ela tem a particularidade de ser alimentada de magma por um enorme "ponto quente", sobre o qual se situa. Os pontos quentes são reservatórios de rocha fundida que se elevam desde pelo menos 200 quilómetros abaixo da Terra até à superfície.


O Observatório do Vulcão Yellowstone analisa constantemente dados que podem indicar uma iminente erupção vulcânica, evento hidrotermal ou um grande sismo.

O sistema vulcânico de Yellowstone tem exibido um comportamento relativamente semelhante desde que a sua actividade vulcânica foi analisada pela primeira vez, há pouco mais de 50 anos. Ao analisar a sua actividade ao longo do tempo, teremos uma melhor compreensão sobre o que é considerado actividade normal. Diferentes vulcões têm diferentes níveis de actividade normal. A actividade normal para Yellowstone tem incluído extensa actividade sísmica (há, geralmente, mais de um milhar de sismos por ano), períodos de elevação e abaixamento da caldeira e mudanças intermitentes das características hidrotermais (geysers, fumarolas…) à superfície.

Um dos dados observados são as deformações da caldeira - elevações e abatimentos de solo. Estas têm sido observadas em vários vulcões e a maioria destes mostra alguma evidência de elevação antes da erupção. Além de se detectar deformação antes de uma erupção, também pode ocorrer deformação imediatamente após uma erupção. Por vezes, após elevações há abatimentos e sem que nenhuma erupção vulcânica tenha ocorrido.

Em outros vulcões, nomeadamente caldeiras como Yellowstone, poderá haver movimentos ascendentes e descendentes por dezenas a centenas ou até milhares de anos, sem haver uma erupção. Actualmente, há deformações em Yellowstone, nomeadamente no seu lago, onde se encontra uma elevação que se eleva 30 metros a partir do fundo do lago, estendendo-se pelo comprimento de sete campos de futebol e tendo o potencial de explodir a qualquer momento. Outra elevação em Yellowstone encontra-se a sul da Bacia do Gêiser Norris, a área termal mais aquecida no Yellowstone. Têm existido outros sinais de que a caldeira permanece plenamente activa, por exemplo, a Bacia do Gêiser Norris produziu novas piscinas de lama aquecida e a temperatura no solo tem aumentado.


Para os que defendem que podemos estar na iminência de uma erupção colossal em Yellowstone e que, até, esta está atrasada, é de salientar que não se pode apresentar intervalos de recorrência com base em apenas três valores, pois é estatisticamente insignificante. As três grandes erupções ocorreram 2,1 milhões, 1,3 milhões e 0,64 milhões de anos atrás. Os dois intervalos entre as erupções são assim de 0,8 e 0,66 milhões de anos, com uma média de 0,73 milhões de anos. A última erupção foi há 0,64 milhões de anos atrás, o que implica que ainda estamos a cerca de 90.000 anos de distância a partir do momento em que poderíamos considerar Yellowstone atrasado para outra grande erupção formadora de nova caldeira.

No entanto, não podemos descartar a possibilidade de uma outra erupção, pela simples razão de que a área tem origem vulcânica e um longo historial vulcânico, bem como pelo facto de existir actualmente magma debaixo da sua caldeira. No entanto, não se têm detectado sinais de actividade que sugerem que uma erupção possa estar iminente, quanto mais de uma erupção colossal.


As futuras erupções vulcânicas em Yellowstone podem ocorrer no interior do Parque ou perto deste. A sua história vulcânica e hidrotermal sugere vários tipos de erupções no futuro, umas mais prováveis que outras.

O tipo mais provável será uma erupção hidrotermal e não vulcânica. Este tipo de pequenas erupções explosivas pode ocorrer a partir de reservatórios de vapor ou água quente em vez dos de rocha fundida/magma. Esses reservatórios são as fontes dos famosos geysers, fontes termais e fumarolas de Yellowstone.

O tipo mais provável de erupção vulcânica em Yellowstone irá produzir fluxos de lava, quer de lava riolítica quer de lava basáltica. As erupções de lava riolítica poderão também incluir fases explosivas que possam produzir volumes significativos de cinzas vulcânicas e pedra-pomes.
O tipo menos provável, mas o pior caso de erupção vulcânica em Yellowstone, seria outra erupção explosiva formadora de caldeira, como as que ocorreram 2,1 milhões, 1,3 milhões e 640.000 anos atrás.

Assim, uma explosão hidrotermal é, provavelmente, o risco imediato mais sério no parque.


Como referido inicialmente, as erupções dos supervulcões são responsáveis por alterações climáticas extremas e extinções em massa. Se outra erupção catastrófica formadora de caldeira ocorrer em Yellowstone, é bastante provável que altere padrões climáticos globais e que tenha enormes efeitos, e durante muito tempo, sobre a actividade humana, especialmente a produção agrícola.

Um documentário da BBC estima que, no caso de uma mega erupção do Yellowstone, praticamente toda a vida animal e vegetal no continente americano seria exterminada. Não há meios de prever por quanto tempo haveria o “Inverno vulcânico”, mas a sua extensão seria medida em anos. Mergulharia a população mundial numa gigantesca crise climática e económica, para além da extinção de imensos seres animais e vegetais.


Assim, Yellowstone não abriga apenas um supervulcão antigo, mas um actual, activo e de certo modo desconhecido. Uma enorme bomba que, apesar de tudo, pode explodir a qualquer momento. O risco é real.


Para quem quiser acompanhar os dados do supervulcão: http://volcanoes.usgs.gov/yvo/



Existe uma premonição acerca da data da erupção deste supervulcão. Jucelino Nóbrega da Luz, um professor brasileiro, desde os seus 9 anos de idade tem sonhos premonitórios. Este escreve cartas às pessoas com quem sonha e, em casos que pressente seja necessário, chega a registar ou autenticar o conteúdo dessas revelações que, na sua maioria, se têm concretizado. Algumas das suas premonições previstas e realizadas: atentado ao World Trade Center, New York a 11/09/2001, atentado em Madrid a 11/03/2004, tsunami na Ásia a 26/12/2004, entre outras envolvendo diversas personalidades e acontecimentos.


Em 2006, durante uma palestra no Rio de Janeiro, entre outras premonições advertiu que: 2012 será a época das nuvens negras e que a 6/12 iniciar-se-á o caos de ordem climática, propagação de doenças e destruição do ser humano; em 2012 o vulcão Krakatoa, Indonésia, entrará em erupção e de novo em 2015; em Novembro de 2013, uma erupção em La Palma, Ilhas Canárias, vai gerar um sismo e, posteriormente, um tsunami; em 2013, o supervulcão de Yellowstone, Estados Unidos, entrará em erupção; em 2015, iniciar-se-á em Portugal e Inglaterra a maior seca que já houve nesses países; em 9 de Fevereiro de 2023 dar-se-á em São Francisco, EUA, um grande sismo de 8.9 na escala de Richter e a 17 de Julho de 2026, na mesma cidade, o sismo chamado "The Big One" levará ao rompimento da Falha de Santo André, destruindo a Califórnia, e será o maior sismo já registado, 10.8 graus na escala de Richter; finalmente, partilhou que em 2043, 80% dos seres humanos serão dizimados.


sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Aviso da NASA: Super Tempestade Solar em 2012




Este vídeo apresenta apenas a 1º parte do programa, as restantes partes encontram-se no You Tube.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A Mensagem dos Anciãos Maias: 2012 e o Retorno dos Homens Sábios


Quem serão estes sábios?
Don Alejandro, descendente directo dos antigos sacerdotes maias, refere que os maias adquiriram ensinamentos de seres que vieram das pleiades. Os pleiadianos quando chegaram à Terra criaram uma civilização avançada, a mítica atlântida.
A profecia maia parece estar relacionada com o retorno desses sábios ancestrais e com a Teoria dos astronautas antigos.








Este vídeo apresenta apenas a 1º parte do programa, as restantes partes encontram-se no You Tube.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Livro Egípcio dos Mortos ou Livro da Luz?

O Livro dos Mortos, o mais antigo livro ilustrado do mundo, é a designação dada a uma colectânea de textos, orações e hinos do Antigo Egipto, escritos em rolos de papiro e colocados nos túmulos junto das múmias. O objectivo destes textos era ajudar o morto na sua viagem para o Além, afastando eventuais perigos que este poderia encontrar na viagem.

Os textos que integram o que hoje se denomina por Livro dos Mortos não foram escritos por um único autor nem são todos da mesma época. Embora tenha aparecido em papiros apenas a partir do Império Novo, a sua origem é muito mais antiga, recolhendo textos do Livro das Pirâmides (Império Antigo) e do Livro dos Sarcófagos (Império Médio). Inicialmente continha apenas poucas estrofes relativamente simples e o seu conteúdo era transmitido de forma oral. Com o aumento da quantidade e da complexidade dos textos, os sacerdotes viram-se obrigados a escrevê-los antes que se perdessem da memória. Num processo de cópias sucessivas foram introduzidas variações e enganos, tanto por equívoco na leitura dos caracteres quanto por desleixo, cansaço do copista e acréscimos feitos pelos próprios escribas interessados em impor a sua opinião. As edições modernas do Livro dos Mortos são compostas por cerca de 200 "capítulos". Nenhum dos papiros conhecidos apresenta o mesmo número de capítulos e de ilustrações. Foi nos sepulcros de Tebas que se encontraram a maior parte das cópias do Livro dos Mortos. Um dos mais belos papiros ilustrados que existem é o Papiro de Ani, com um total de 24 metros, cujas vinhetas representam cenas mitológicas, nomes de deuses e cenas do julgamento dos mortos. Outros temas não relacionados com o mundo dos mortos foram também incluídos, como a criação do mundo.


Os antigos egípcios denominavam esta colectânea de textos de Prt m hru, o que pode ser traduzido como "A Manifestação do Dia" ou "A Manifestação da Luz", ou de Reu nu pert em hru - “Fórmulas para Voltar à Luz”.

Entretanto surgiu outra opinião acerca deste famoso “livro”. Albert Slosman (1925 - 1981), matemático, foi um grande apaixonado e estudioso da civilização egípcia. Dedicou-se a aprender a decifrar os hieróglifos egípcios e uma vez chegado a esse conhecimento começou a duvidar que algumas traduções estivessem bem efectuadas e que os hieróglifos tivessem sido claramente percebidos pelos egiptólogos, especialmente tendo em conta as diferentes interpretações de estudiosos que surgiram. Por outro lado, o Manual de Arqueologia e História Antiga da África do Norte também parecia deter-se sobre a suspeita que tinha surgido na sua mente sobre a origem da civilização egípcia: que esta não tinha tido lugar nas margens do Nilo e que os antepassados dos primeiros faraós eram provenientes de outros lugares.

A par disto, das suas traduções dos hieróglifos e outros dados que não iremos aqui abordar (como em Marrocos os nomes de alguns lugares serem estranhamente semelhantes a hieróglifos que compõem o Livro dos Mortos e o seu estudo sobre o Zodíaco de Dendera) levaram-no a concluir que o Livro dos Mortos descreve com precisão os últimos anos da Atlântida, civilização que afundou num dia, num gigantesco cataclismo. Segundo Slosman, os conhecimentos astronómicos dos atlantes eram muito superiores aos nossos e aperceberam-se do fim da Atlântida com estes conhecimentos. O Livro descreve também como os sobreviventes foram guiados pelo Sol na sua fuga para o Egipto, como o mais importante aconteceu no Sol e como o tema central dessas escrituras é o facto de que o Sol irradiava a luz da luz - em outras palavras, uma luz incrivelmente intensa.

Como excertos das traduções temos: “Sou o mais Elevado, o Primeiro, o Criador do Céu e da Terra, sou o Moldador dos corpos humanos e o fornecedor das partes espirituais. Coloquei o Sol sobre um novo horizonte, como um signo de benevolência e como prova da Aliança. (…) Sou a temível luz acesa que navega pelo cordão, permitindo de longe, no firmamento, que se julguem as acções de todos. (…) o velho Leão deu a volta seguindo a ordem da Palavra, que lhe disse que se desse a volta.”

Explicação: o Sol nascente foi colocado num novo horizonte, no dia da destruição da Atlântida e então a nova Terra fez-se realidade; o Sol move-se pelos signos do Zodíaco (cordão); na altura do cataclismo decorria a Era de Leão e a Terra deu a volta no seu eixo.

Segue-se a tradução de algumas passagens relevantes do Livro da Luz, publicadas por Slosman no seu livro “O Grande Cataclismo”:

“A história de Osíris começa no ano 10.000 a.C. L'An-Nu, o supremo sacerdote de Aha-Men-Ptah, reuniu o conselho. Tinha notícias alarmantes, pois com cálculos matemáticos das configurações estelares, estava em condições de calcular a data do fim do seu mundo. Isto apoiava-se nos acontecimentos do cataclismo anterior, ocorrido em 21 de Fevereiro de 21.312 a.C., quando parte da Atlântida foi destruída. A sua mensagem (…) "Irmãos, estamos hoje reunidos aqui para falar dos aterradores acontecimentos que sofrerão os nossos bisnetos. Sem duvidá-lo, devemos organizar um êxodo do nosso povo para outras regiões e isto representa um enorme esforço durante muito tempo. Não me apoio nas sagradas escrituras, mas em combinações matemáticas que se podem compreender por qualquer um que o escolha. Todo o movimento das estrelas e dos planetas se produz em harmonia, seguindo as leis de Deus. (…) os cálculos (…) estabelecem que uma catástrofe de desconhecidas proporções nos aguarda. Durante a anterior, o Norte de nosso país converteu-se num enorme iceberg e destruíram-se outras partes do mundo. Desta vez, o nosso país inteiro desaparecerá (…) por completo sob as águas. Não ficará nada e se não se toma nenhuma medida não haverá ninguém que possa contar a história de nossa pátria, porque pertencerá ao reino dos mortos. (…) Produzir-se-á dentro de 208 anos, a 27 de Julho, e será inevitável. Portanto, apressem-se, honráveis membros do conselho, a tomar medidas necessárias para que dentro de dois séculos todos possam abandonar estas terras e iniciar uma segunda pátria. Os primeiros sinais do que nos aguarda já são visíveis no horizonte, onde o Sol está mais avermelhado à sua saída. Aqui concluo o meu argumento, o Este terá cor vermelha, tão vermelho como o nosso sangue, porque o nosso império pertencerá aos mortos".

A partir desse dia, começaram a tomar as medidas preventivas necessárias ao êxodo. Os anos transcorreram. Em 9842 a.C. nasceu o primeiro filho do rei Geb e da rainha Nut. A sua mãe pôs-lhe o nome da constelação que dominava o céu meridional, Osíris ou Órion. Destinava-se a converter-se no 589º governante de Aha-Men-Ptah. (Posteriormente, Aha-Men-Ptah foi chamada Atlântida, pelos filósofos gregos.) No ano seguinte nasceu o seu irmão Seth e um ano mais tarde, as suas irmãs gémeas Isis e Nepthys. Seth comportava-se como um pequeno tirano, invejava o êxito das suas irmãs e o facto de não ser o herdeiro do trono. O rei Geb observou uma estreita relação entre Isis e Osíris e decidiu que se casassem. O matrimónio foi solenizado e Seth (…) partiu, ameaçando vingança e fratricídio. Da união entre Isis e Osíris nasceu Horus. Enquanto isso, Seth dedicou-se a reunir um grande exército. Muitos dos seus rebeldes irritaram-se ao ter que realizar as medidas coercivas que lhes infligiam para o cataclismo vindouro, recusando-se a participar das tarefas por algo no qual não acreditavam. Nesses tempos difíceis, Osíris converteu-se no novo governante, aos trinta e dois anos de idade. Faltavam treze anos para a data do cataclismo. Osíris tomou medidas para assegurar a fidelidade dos outros estados do país e formou um exército que não só teria que combater com os rebeldes, mas também proteger os portos e os depósitos de armazenamento. (…) O resto da terra era um caos causado por Seth. Houve uma incrível quantidade de material a utilizar-se no êxodo que se tornou inútil, demoliu-se ou foi roubada. (…) Um par de semanas antes do cataclismo, Seth intensificou o seu ataque. Na noite de 26 de Julho invadiu a capital atlante, de surpresa. O resultado foi desastroso. Houve saques e assassinatos, só o palácio real não foi tomado. Seth enviou um mensageiro ao palácio para oferecer uma rendição honorável, com a condição de que Osíris em pessoa viesse assiná-la. Apesar das advertências de Geb, Nut e Isis, o rei decidiu ir. Deixou a defesa nas mãos de Horus. Escoltaram-no seis homens e um oficial (…) as lanças penetraram os corações e as cabeças das suas escoltas e foram brutalmente assassinados. (…) Seth tomou a espada (…) e a cravou no corpo de seu irmão (…) Osíris morreu sem emitir um só som. Seth arrojou o corpo sobre uma pele de touro, atando as duas partes que a constituíam e ordenou que lançassem o "pacote" ao mar. (…) No palácio, Nepthys, que tinha o dom da vidência, vislumbrou os trágicos acontecimentos. Depois de os comunicar a Horus, este decidiu lançar um contra-ataque. Reuniu dois mil homens, explicou-lhes o ocorrido e informou-os o que se esperava deles. Começaram o ataque, matando cada rebelde que encontravam (…) ao lugar onde assassinaram o pai de Horus (…) mas Osíris não estava ali. (…) No momento em que o Sol devia elevar-se sobre o horizonte, não aconteceu nada. Era 27 de Julho e esse seria o último dia da Atlântida. Apareceu um ocaso irreal, sem sol nem céu, uma bruma avermelhada, sufocante, de difusa claridade por causa da sua espessura, estendeu-se como um manto parecendo que não só absorvera todos os sons mas também a luz do Sol. Em todo o continente se compreendeu que o inevitável estava para se desencadear. O instinto de sobrevivência afligiu todos e não há palavras para expressar o pânico que se desatou. (…) A manhã transcorreu sem que ninguém estivesse em condições de precisar a hora, porque o Sol permaneceu invisível detrás da sufocante névoa, que se tornou cor vermelha sangue. (…) Então, a fúria celestial fez-se conhecer na sua omnipresença, suaves terramotos puseram fim à batalha. (…) Isto prolongou-se com igual intensidade, enquanto a bruma impenetrável parecia desvanecer-se. No palácio, Geb assumiu o comando novamente. O monarca anterior não tinha outra alternativa, pois o seu filho estava morto e Horus ainda não fizera o seu juramento. Decidiu iniciar imediatamente o êxodo geral. Primeiro enviou a ordem ao porto para poder começar com as acções e medidas planeadas e evitar, quanto possível, o pânico. Os soldados reais estavam todos ali para facilitar a partida. No porto real havia milhares de "Mandjits", cuja característica principal era que não podiam afundar-se. Estavam rigorosamente protegidos e a bordo tinham equipas completas de sobrevivência, como garrafas de água, tortas de cevada, cereais, etc. Devido à preparação de anos, num instante centenas de milhares de pessoas embarcaram, entre elas a família real e os supremos sacerdotes. Todos se dirigiram aos botes que já foram designados com antecedência. (…) Ninguém tinha a menor idéia do alcance da catástrofe, embora todos imaginassem o pior. A cento e sessenta quilómetros, os antigos vulcões que tinham mais de mil anos de antiguidade reactivaram-se. Com um enorme poder lançaram rochas, terra e pó ao ar e a bruma voltou a tornar-se espessa. Uma chuva de pedras menores caiu sobre a capital e o porto, como consequência disso muitas pessoas foram feridas ou morreram. No meio do pânico que sobreveio, perderam o auto-controlo e começaram uma verdadeira corrida para o porto. Qualquer indício de pensamento humano foi substituído por um puro instinto animal de sobrevivência. Os soldados foram atropelados por esta correria de pessoas. O terror causado fez com que as pessoas esquecessem toda a noção de segurança. (…) Centenas de navios se afundaram junto com os seus passageiros antes de zarparem. (…) De longe podia-se ouvir os vulcões outra vez, que lançavam lava ao ar. O resto da aterrorizada população que permaneceu em terra pereceu (…) Centenas de milhares de litros de um infernal fogo líquido destruíram tudo. (…) Nepthys e Isis procuravam o corpo de Osíris. Nepthys conduziu a sua irmã através da bruma da invisibilidade. (…) Horus deu aos seus homens restantes a liberdade de partir e decidiu ficar e procurar o seu tio, para o matar em vingança do seu pai. (…) Seth então viu Horus (…) um pânico irracional se apoderou dele e atacou sem pensar (…) a sua espada roçou o ombro de Horus, com outro golpe atingiu-lhe a cara. Seth estava seguro da sua vitória e escapou, tratando de fugir da corrente de lava que se aproximava. Embora Horus ainda estivesse vivo, morreria nessa corrente de fogo. Perdera seu olho direito e o outro estava cheio de sangue, tinha um joelho destroçado e um ombro quebrado, mas ainda estava vivo, embora não pudesse ver nem mover-se. (…) Então produziu-se o milagre. Horus jazia sobre um afloramento de granito, a lava não poderia passar por ali mas só poderia rodeá-lo, deixando-o a salvo por algum tempo. Na costa, por fim Nepthys teve êxito. (…) Ali estaria (…) o couro que guardava o corpo de Osíris. As duas irmãs, com cuidado, tomaram o couro e os soldados colocaram-no num dos pequenos Mandjits que havia por ali abandonados. (…) Isis foi sozinha em busca do seu filho e chegou ao palácio real onde Geb e Nut estavam a aguardar as notícias de seus filho e neto. Confrontados com a resoluta decisão de Isis de procurar o seu filho, Geb deu as suas últimas ordens. Sem mais demora, Nut e os restantes chefes deviam ir. Um novo país necessitaria uma nova mãe, senhora de um novo céu, a qual, em ausência de Osíris e Horus, devia ensinar aos sobreviventes como viver na sua segunda pátria. O seu nome seria Ath-Ka-Ptah, cujo significado literal era "Segunda Alma de Deus". (o qual foi trocado pelos gregos pelo Ae-Guy-Ptos, ou Egipto.) (…) Com confiança, Isis continuou a sua busca (…) De repente, começou a clarear e pela primeira vez houve luz esse dia. A actividade vulcânica à distância, tendo lançado milhares de toneladas de lava, deteve-se e um silêncio sobrenatural rodeou-os. Isis estendeu os seus braços para o céu e rezou: "Oh, Ptah-Hotep, rei dos céus, abre tuas eclusas e detêm o fogo; salva o filho do teu filho! Ordena que este dia do grande cataclismo não se converta no dia do grande luto. Oh, Ptah-Hotep, rei da terra, ordena que o grande arroio abra todas as suas reservas!" (Seis mil anos depois, esta prece está cinzelada em todas as tumbas do Vale dos Reis de Luxor e também em Dendera. ) (…) Então, Isis viu o corpo que estava a procurar e parecia mover-se! Lágrimas de alegria brotaram dos seus olhos. (…) Isis juntou um pouco de água que brotava da rocha e lavou o sangue do olho não magoado de Horus e então ele pôde ver a sua mãe e também chorou de alegria. Isis e Geb tomaram-no pelos ombros e levaram-no (…) Chegaram ao navio (…) logo depois produziu-se o primeiro choque sísmico verdadeiro. A terra foi jogada para os céus, enquanto uma intensa luz cintilante atravessou o céu antes de desaparecer nas águas, em dantescas chamas saltitantes. (…) Durante esse dia o destino de Aha-Men-Ptah ficou selado. No extremo meridional do continente que se afundava, flutuavam os Mandjits considerados como impossíveis de afundar-se e agora chegara o momento de provar a sua reputação. No Ocidente, o céu ainda brilhava com uma cor púrpura, por causa dos acontecimentos produzidos pelo cataclismo. Mas na verdade era o Oeste? Avistava-se uma tormenta, entretanto, ondas de vários metros de altura estouravam contra os Mandjits. (…) Logo depois de um período relativamente tranquilo, a violência voltou. Desta vez foi um ciclone e alguns dos navios desfizeram-se (…) No céu púrpura que agora estava tranquilo, de repente viram sair o Sol com movimentos abruptos e observaram-no com angústia. Uns minutos mais tarde, o Sol voltou a desaparecer e sobreveio a noite. Para seu assombro, as estrelas também adoptaram esse ritmo rápido; logo a Lua apareceu e se moveu com tal velocidade pelo céu que parecia que se chocaria com a frota. A noite inteira sobreveio em menos de uma hora. Ninguém sabia o que estava a aconter, ninguém podia dizer se este dia seria seguido por outro ou não. O horizonte manteve-se cor de carmim, com uma claridade sobrenatural e enigmática. Todos pensavam que o seu final chegara, como assim também chegara o fim do mundo. Tudo se fora, excepto a bruma. No horizonte a calma reinava outra vez. Um jorro de pedras incandescentes foi lançado e o mar turbulento se acendeu. Enquanto caía uma chuva de fogo, os sobreviventes deram-se conta de que presenciavam as últimas convulsões de Aha-Men-Ptah. (…) Nada ficara! Nada! Este afundamento elevou o nível das águas. Uma onda gigantesca, de doze metros de altura e vários quilómetros de largura se aproximou, destruindo tudo por onde passava. Centenas de pessoas foram lançadas ao mar mas muitas ataram-se aos mastros, com as cordas das velas. Isis e Horus ataram-se bem como Nepthys, Nut e seus companheiros. E Seth também! (…) Horus começou a desenhar estratégias tratando de esquecer a sua insuportável dor. Não se salvaria permanecendo no seu navio; a fim de sobreviver, devia escolher um lugar do destino onde pudesse desembarcar sem perigo. (…) Um grito da sua mãe o devolveu à realidade. Abriu o olho que restara, que por certo tinha severas feridas, e através da bruma perguntou: "Há algum problema com os Mandjits, mãe?"."Não, é o dia, o qual aparentemente está começando pelo lado correcto"."Pelo lado correcto? Isso seria possível só se estivéssemos na direcção equivocada"."Por certo que é o Este, Horus, porque há terra visível no Oeste". Um clamor angustiante provinha de todos os navios quando viram este inexplicável movimento do Sol. Todos estavam aterrorizados. Mas o dia transcorreu sem que nada acontecesse e a paz foi restituída. Isis foi reconhecida pelo seu povo (…) ela falou: "Falo com todos, se estiverem dispostos a viver em paz com Deus, quem vos criou à sua imagem, então uma segunda pátria os aguarda: Ath-Ka-Ptah. Ali, os raios de um segundo Sol se encarregarão da nossa ressurreição". Em outro navio, Nepthys pensava. Na proa encontrava-se o corpo do seu irmão. De repente ela "viu" uma pessoa morta! Algo que não tinha como explicar... Então se encheu de regozijo; compreendeu que um milagre se produziu. Frente a ela, Osíris apareceu no céu estrelado. Ele, que tinha nascido como um Deus e associado a esta constelação, renascia no céu! Seu Pai, para lhes fazer saber de sua omnipresença em toda a circunstância, deu vida outra vez a seu Filho! Nepthys não sabia porquê, mas de repente se sentiu cheia de confiança em si mesma.”

Aqui a história dos mortos da Atlântida, segundo o que Slosman escreveu no referido livro, chega ao seu fim.

domingo, 17 de maio de 2009

Vénus, Órion, Gémeos e Plêiades: o que têm para nos dizer?

O último grande cataclismo por que a Terra passou deu-se a 27 de Julho de 9792 a.C., levando à total destruição da mítica Atlântida. De acordo com Patrick Geryl, nesse ano Vénus, Órion, Gémeos, Plêiades e alguns outros astros ocuparam determinadas posições no céu em relação uns aos outros. Este investigador defende que em 2012 d.C. estes mesmos astros encontrar-se-ão em posições semelhantes às que ocuparam em 9792 a.C. e conjugados de modo significativo, concluindo que em 2012 se dará um novo cataclismo. Pensa-se que quando estas conjugações se verificam, algo demolidor acontece no Sol e, consequentemente, na Terra. Estas não são a causa de tal, mas um sinal ou código para nos alertar das mudanças catastróficas em curso.

No final de 9792 a.C. Vénus fez um giro retrógrado planetário à esquerda por cima da constelação de Órion e por trás da constelação de Gémeos, ficou quieto em Gémeos e depois girou de novo para Órion. Na Primavera de e Verão de 2012 d.C., Vénus fará um giro retrógrado à direita por cima da constelação de Órion, ficará quieto em Gémeos alcançando o seu ponto mais alto em 30 de Junho e girará de novo para Órion. Por essa altura, Vénus encontrar-se-á entre Órion e as Plêiades. Em 9792 a.C. Vénus alcançou o seu ponto mais alto em 25 de Dezembro.

Em 9792 a.C. este movimento de Vénus deu-se após o cataclismo, em 2012 dar-se-á, supostamente, antes. Estes opostos de antes e depois e de giro retrógrado à esquerda e à direita significam, segundo as interpretações de Geryl acerca de diversos dados, que a partir dessa altura (cataclismo de 2012) tudo acontecerá na direcção oposta: a Terra parará e recomeçará a girar na direcção oposta, o Sol começará a nascer a Oeste e a pôr-se a Este, tal como acontecia antes do cataclismo de 9792 a.C.

Alguns astrónomos encontraram uma conexão entre Vénus, Plêiades e o último dia do calendário maia: 21 de Dezembro de 2012. Antes do pôr-do-sol, no fuso horário da América Central, Vénus afundar-se-á sob o horizonte ocidental e ao mesmo tempo as Plêiades elevar-se-ão pelo horizonte oriental. Simbolicamente falando, veremos a morte de Vénus e o nascimento das Plêiades. No momento em que o Sol se afunde, Órion elevar-se-á. Foi também encontrada uma enorme estátua de um crânio, esculpida em pedra, no fundo da face ocidental da Pirâmide do Sol em Teotihuacán, assinalando um ponto em particular no horizonte ocidental: quando o Sol passa directamente em cima do crânio, as Plêiades fazem a sua primeira aparição anual antes do ocaso. Este enorme crânio alinha-se ainda com o ponto preciso no qual as Plêiades desaparecem sob o horizonte. Na noite de 12 de Agosto o Sol também se situa neste ponto do horizonte. Este é precisamente o aniversário do começo do último Grande Ciclo dos maias, que começou em 12 de Agosto de 3114 a.C. Outro estudo revelou que a grande Avenida dos Mortos em Teotihuacán foi construída para observar o ocaso das Plêiades. Ainda, as três pirâmides de Teotihuacán, a uma das quais está encostado o crânio, representam as três estrelas do Cinturão de Órion.

Em relação aos egípcios e mitologicamente falando, as Plêiades estão associadas a Seth, que infligiu o golpe mortal em Órion. Segundo algumas interpretações do seu Livro dos Mortos, está escrito que Osíris (Órion) e Seth (Plêiades) são oponentes na sua luta pelo império. Em linguagem astronómica isto significa que estão em oposição. Órion está ainda vinculado com o Sol. Em 2012, Órion e o Sol encontrar-se-ão em oposição com Vénus e as Plêiades e em finais desse ano, Vénus estará entre Escorpião, a Serpente e Ophiuchus. Segundo a mitologia, Ophiuchus salvou o caçador Órion, esmagando o Escorpião com o seu pé. Uma explicação plausível para isto pode encontrar-se nos acontecimentos ocorridos durante o desaparecimento da Atlântida. Quando Escorpião apareceu no horizonte ocidental, Órion morreu a Este e desapareceu. Por outras palavras: Escorpião deu uma dentada mortal em Órion e deu-se o cataclismo: o Este converteu-se no Oeste e vice-versa. Em linguagem astronómica: Órion reapareceu no Oeste sobre o horizonte, enquanto Ophiuchus empurrava Escorpião sob a terra, pelo Este. O Livro dos Mortos egípcio refere também que chamas solares acenderão a atmosfera de Vénus e este se tornará tão visível como a Lua, ou inclusive mais. Os maias parecem também ter descrito estes eventos: Vénus era como um segundo Sol e tinha uma cauda.

Talvez seja por todos estes dados (e quem sabe mais alguns) que tanto a civilização maia como a egípcia tenham dado tanta importância a Vénus, Órion e Plêiades, construindo vários templos com extrema precisão a fim de seguir a passagem destes astros, isto para não falarmos da extrema importância atribuída por ambas ao Sol. Mas talvez para estas civilizações o sinal mais importante do céu fosse mesmo Vénus, tendo seguido os seus movimentos de modo preciso porque sabiam que se reacenderia no céu quando se produzisse o próximo cataclismo.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Existirá alguma semelhança entre o terceiro segredo de Fátima e as profecias que indicam o final desta era?

"O autêntico Segredo de Fátima morreu com a Irmã Lúcia?

Ao mesmo tempo que o Fatima Center lamenta a morte da Irmã Lúcia, a última sobrevivente dos videntes de Fátima, também pergunta se o verdadeiro Segredo de Fátima morreu com ela. Nos últimos 45 anos, ela esteve proibida pelo Vaticano de falar sobre o misterioso Segredo, e morreu ainda sob esta imposição de silêncio.

O Segredo devia ter sido revelado em 1960, mas o Papa João XXIII decidiu não o fazer. Em 26 de Junho de 2000, o Cardeal Ratzinger divulgou no Vaticano uma parte do Terceiro Segredo com a visão de um "bispo vestido de branco" que é morto a tiro por um grupo de soldados. Nessa mesma visão, também muitos bispos, sacerdotes e leigos são executados por esses soldados.

Segundo a interpretação do Vaticano, o Terceiro Segredo não é mais do que a profecia da tentativa de assassínio do Papa João Paulo II de 13 de Maio de 1981 por um só homem, Mehmet Ali Agca.

Inúmeras fontes, Católicas e não-Católicas, questionaram a autenticidade desta interpretação. Até o Washington Post de 1 de Julho de 2000 pôs em causa a interpretação que o Vaticano deu do Segredo, por não corresponder à visão apresentada. Em 13 de Maio de 1981, nem o Papa foi morto nem mais ninguém morreu, e não havia soldados a disparar contra quem quer que fosse.

O Padre Nicholas Gruner, Director do Fatima Center, é um especialista de Fátima de renome mundial. Dedicou mais de 27 anos do seu sacerdócio a divulgar a Mensagem de Fátima através da sua revista The Fatima Crusader, assim como pela televisão, rádio e Internet (www.fatima.org). E comenta: "A Nossa Mãe Santíssima queria que fosse divulgado todo o Terceiro Segredo. Mas tudo indica que ainda está por revelar o Segredo completo."

O conteúdo da visão divulgada pelo Vaticano não concorda com as declarações das pessoas que leram o Terceiro Segredo. O Cardeal Mario Ciappi, Teólogo Papal, disse em 1995: "No Terceiro Segredo é predito, entre outras coisas, que a grande apostasia na Igreja começará pelo cimo." Em 1984, o Cardeal Ratzinger disse que o Segredo continha avisos sobre os "perigos que ameaçam a Fé e a vida do Cristão e, consequentemente, do mundo", mas em 2000 já não fez qualquer alusão a essa faceta do Segredo. Em 1980, o Papa João Paulo II, estando em Fulda, referiu-se a que o Segredo incluiria a profecia de "que os oceanos inundarão inteiramente certas partes da terra, e que, de um momento para outro, milhões de pessoas morrerão." Da mesma maneira, este aspecto do Segredo não se encontra no comunicado do Vaticano de Junho de 2000.

A Irmã Lúcia foi proibida pelo Vaticano de falar publicamente de Fátima e do Terceiro Segredo. O Padre Gruner comenta: "A Irmã Lúcia era o único Católico do mundo que não podia falar publicamente sobre a Mensagem e o Terceiro Segredo sem autorização prévia do Vaticano. Desde a alteração do Direito Canónico em 1966 que todos os membros da Igreja têm liberdade de falar e escrever o que entenderem sobre a Mensagem de Fátima, excepto aquela que Deus escolheu para dar a mensagem à humanidade."

Desde 1960 que a Irmã Lúcia esteve, de facto, sob uma lei de silêncio imposta pelo Vaticano. A sua última entrevista a ser publicada sem autorização prévia do Vaticano deu-se em 1957. Durante os últimos 15 anos, o Fatima Center fez uma campanha para que a Irmã Lúcia fosse libertada desta imposição de silêncio. Pediu repetidas vezes ao Vaticano que a autorizasse a confirmar ou negar publicamente todas as declarações que lhe foram atribuídas sobre o Terceiro Segredo e a Mensagem de Fátima. Nunca lhe foi dada esta autorização.

O Fatima Center continuará a promover a Mensagem de Fátima, na sua totalidade, e prosseguirá na sua campanha para que seja revelado o texto completo do Terceiro Segredo."


Fonte:
http://old.fatima.org/port/021505lucyport.htm



Vídeo:


Este vídeo apresenta apenas a primeira parte da entrevista, a segunda parte encontra-se no YouTube.

sábado, 18 de abril de 2009

Polaridade da Terra Pode Inverter-se em Breve

"O enfraquecimento gradual do campo magnético da Terra é um fenómeno conhecido há muito tempo. Calcula-se que no último século e meio a sua intensidade se reduziu pelo menos em dez por cento, apesar de em zonas como a Anomalia do Atlântico Sul estar a diminuir dez vezes mais depressa que noutros lugares.
Segundo um estudo científico publicado em Nature Geoscience, este enfraquecimento poderia provocar uma iminente inversão magnética dos pólos.
A Terra, da mesma forma que outros planetas do Sistema Solar, possui um campo magnético que se estende do núcleo até ao exterior, que vai perdendo progressivamente intensidade.
Graças a este campo, o planeta comporta-se como um íman gigante com dois pólos magnéticos que se encontram próximos dos pólos geográficos - o pólo norte magnético está actualmente a 1.800 quilómetros do pólo norte geográfico.
O campo magnético terrestre forma um escudo protector contra o vento solar, que é o fluxo de partículas carregadas de alta energia proveniente do Sol.
Este escudo, conhecido como magnetosfera, é o que protegeu sempre a vida da Terra contra grande parte da radiação que vem do Sol.
Tem-se verificado que a magnetosfera nem sempre teve a mesma força, já que está dependente de oscilações naturais de máxima e mínima intensidade.
Actualmente, a magnetosfera está a enfraquecer progressivamente, mas considera-se que os níveis se encontram ainda acima da média quando comparados com outros períodos recentes.
No entanto, um estudo científico acaba de assinalar que oscilações menores e mais rápidas poderiam diminuir a protecção da magnetosfera numa questão de meses.
O geofísico Mioara Mandea, do Centro de Investigação Alemão GFZ, estuda há anos como os súbitos movimentos de fluidos no interior do núcleo da Terra podem alterar a protecção magnética.
Concretamente, faz referência a mudanças que estão a ocorrer na zona conhecida como Anomalia do Atlântico Sul, um ponto frágil na borbulha magnética protectora da Terra.
O campo magnético da Terra enfraqueceu pelo menos 10% nos últimos 150 anos, o que poderá significar uma próxima inversão dos pólos. Esse enfraquecimento não implica necessariamente a proximidade de uma inversão, mas de uma probabilidade da mesma.
Apesar do seu trabalho ser um dos mais recentes, existem mais estudos que o corroboram. Ainda assim, o consenso geral não existe.
A comunidade científica reconhece que as inversões geomagnéticas são de natureza caótica e não há forma de predizê-las.
Tanto poderiam suceder agora como dentro de milhares de anos. Graças a indícios registados nos sedimentos marítimos, sabe-se que nos últimos cinco milhões de anos, o campo magnético terrestre sofreu mais de vinte inversões, a última das quais há 780.000 anos.
O que poderia acontecer com uma mudança súbita dos pólos magnéticos Norte-Sul é um tema amplamente discutido e sobre o qual não existe consenso científico.
O que se sabe é que a mudança traz consigo um enfraquecimento do campo magnético, seguido de um período de recuperação e reorganização da polaridade oposta.
O efeito mais referido é a vulnerabilidade da Terra perante as tempestades solares. O próprio Mandea afirma que “se houvesse tempestades magnéticas e partículas de alta energia provenientes do Sol, os satélites poderiam ser afectados e perderem as ligações”.
Uma pressão do vento solar suficientemente intensa sobre uma magnetosfera débil, poderia alterar as órbitas dos satélites, danificar as comunicações de todo o planeta, avariar todo o tipo de equipamentos eléctricos e até afectar as pessoas se a radiação fosse bastante intensa.
Como tantos processos naturais movidos por forças caóticas, é imprevisível conhecer quando irá acontecer a próxima inversão magnética polar. Podemos nunca saber ou poderemos vivê-la em breve".



Fonte: http://doc.jurispro.net/articles.php?lng=pt&pg=16927



Link: http://news.nationalgeographic.com/news/2008/06/080630-earth-core.html


Vídeo:

Este vídeo apresenta apenas a 1º parte do programa, as restantes partes encontram-se no You Tube.

sábado, 21 de março de 2009

Os Segredos da Alquimia


Este vídeo apresenta apenas a 1ª parte do documentário, as restantes partes encontram-se no YouTube.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Precessão e Zodíaco

Em diversos posts tem-se falado da precessão, chegou a altura de abordarmos este movimento de modo menos superficial ou mais completo.

A Terra oscila muito lentamente em torno do seu eixo e a esta oscilação chama-se Precessão, Precessão do Eixo da Terra ou Precessão dos Equinócios. Este movimento foi descoberto por astrónomos gregos há mais de 2000 anos atrás. A precessão é um movimento periódico do eixo de rotação da Terra, com um período de cerca de 26 000 anos, correspondente à variação da eclíptica (plano da órbita da Terra ao redor do Sol) em relação à linha do Equador: o eixo terrestre movimenta-se para trás em relação à esfera celeste. Os movimentos de rotação e de translação seriam os únicos que a Terra executaria se fosse perfeitamente esférica, mas é achatada nos pólos e bojuda no equador, é uma elipsóide de forma irregular. Devido a isto, é afectada pelas atracções gravitacionais do Sol e da Lua e, em menor intensidade, dos restantes planetas, que provocam uma espécie de lento balanceio da Terra.

As forças diferenciais do Sol e da Lua na Terra tendem não apenas a achatá-la ainda mais, mas também a endireitar o seu eixo, alinhando-o com o eixo da eclíptica. No entanto, o seu efeito é mudar a direcção do eixo de rotação, sem alterar sua inclinação. Como a Terra gira, o seu eixo não se alinha com o eixo da eclíptica, mas precessiona em torno dele, da mesma forma que um pião posto a girar precessiona em torno do eixo vertical ao solo. Este movimento assemelha-se assim ao de um pião que, ao girar sobre o seu eixo, oscila lentamente enquanto se move no espaço. Este movimento resulta, entre outras, na alteração da posição dos pólos celestes e das coordenadas de posição das estrelas.


Assim, os pólos celestes não ocupam uma posição fixa no céu: cada pólo move-se lentamente em torno do respectivo pólo da eclíptica, descrevendo uma circunferência em torno dele com um raio de 23,5º. Actualmente o Pólo Celeste Norte está nas proximidades da estrela Polar, na constelação da Ursa Menor, daqui a cerca de 13 000 anos ele estará nas proximidades da estrela Vega, na constelação de Lira.

O movimento de precessão coloca o eixo norte da Terra a apontar sucessivamente para diferentes estrelas no decorrer do tempo. Ao fim de um ciclo completo o eixo norte apontará para a mesma estrela novamente. Devido a este movimento, a posição dos Equinócios (data em que o dia e a noite têm a mesma duração) desloca-se para trás ao longo da eclíptica no sentido de ir ao encontro do Sol e o Equinócio de Primavera passa a acontecer com a entrada do Sol em diferentes constelações da eclíptica, ou seja, em diferentes signos do Zodíaco. A este fenómeno deu-se o nome de Precessão dos Equinócios. Actualmente, devido à precessão, o ponto vernal (posição do Sol ao cruzar o equador celeste no Equinócio de Primavera, no Hemisfério Norte) encontra-se em Peixes, podendo dizer-se que nos encontramos na era de Peixes.

A precessão não tem nenhum efeito importante sobre as estações, uma vez que o eixo da Terra mantém sua inclinação de 23,5º em relação ao eixo da eclíptica enquanto precessiona em torno dele. Como o ano do nosso calendário é baseado nos Equinócios, a Primavera continua a iniciar em Março no Hemisfério Norte e em Setembro no Hemisfério Sul. A única coisa que muda são as estrelas visíveis no céu durante a noite em diferentes épocas do ano. Por exemplo, actualmente Órion é uma constelação característica de Dezembro e Escorpião é uma constelação característica de Junho. Daqui a 13 000 anos será o oposto.


- O Zodíaco
Zodíaco é um termo grego que significa círculo de animais. O Zodíaco é uma faixa do firmamento celeste por onde se deslocam o Sol, a Lua e os planetas (excepto Plutão que nem sempre está nesta faixa), com divisões que representam constelações na astronomia e signos na astrologia. Estas constelações ou signos são representados na sua maioria por animais.
A Eclíptica é o círculo máximo da Esfera Celeste que representa a trajectória anual do Sol em seu movimento aparente ao redor da Terra. O movimento aparente do Sol é uma consequência do movimento de translação da Terra. Para o observador terrestre, a Terra parece fixa e tem-se a impressão que é o Sol que, em um ano, faz uma volta pela Esfera Celeste, percorrendo a linha central do Zodíaco (a Eclíptica). O Sol, deslocando-se pela mesma, atravessa 13 constelações denominadas constelações zodiacais: Pisces, Aries, Taurus, Gemini, Cancer, Leo, Virgo, Libra, Scorpius, Ophiuchus, Sagittarius, Capricornus e Aquarius. Todos os dias antes do amanhecer, na direcção em que o Sol nasce, pode-se ver uma constelação a elevar-se antes do Sol; esta constelação surge durante um número variável de dias, depois surgirá outra constelação do Zodíaco.
Assim, em astronomia, Zodíaco é o conjunto de (13) constelações cortadas pela eclíptica. Em astrologia, o conceito de Zodíaco tem interpretações diferenciadas quer se trate de astrologia ocidental, chinesa ou védica. Na astrologia ocidental, o Zodíaco é representado como uma circunferência onde estão colocados os planetas da forma como se apresentavam no céu no momento do nascimento do assunto estudado; os 360 graus da circunferência estão divididos em 12 signos zodiacais e cada um é regido por um planeta/astro.

A faixa zodiacal teve importância para quase todos os povos da antiguidade pela presença dos astros que se movimentavam no céu, em especial do Sol, cuja posição determinava o início e o decurso das estações do ano. É improvável que as constelações zodiacais tenham permanecido inalteradas por milénios, as configurações das constelações certamente variaram de povo para povo. A concepção adoptada nos dias de hoje e reconhecida pela Astronomia moderna é a concepção grega do Zodíaco. Os gregos antigos, em especial, e os romanos absorvendo grande parte de sua cultura, atribuíam aos conjuntos de estrelas situados na região do Zodíaco, histórias e lendas associadas com os feitos de seus heróis, deuses e semi-deuses.

No Egipto, o Zodíaco era sagrado. Cada constelação correspondia a uma era diferente e sempre que uma nova era começava, reconstruíam-se os templos, jardins, estátuas, para que se enquadrassem com a mesma.
Na actualidade, contamos com períodos iguais para cada era: uma era dura 2148 anos na sua constelação. Segundo Geryl, os atlantes calculavam as eras de maneira diferente: dado que os signos estelares não tinham os mesmos tamanhos, empregavam períodos diferentes. A soma dos anos de cada era dava a duração do ciclo completo de precessão. A duração das diversas eras também foi distinta para os egípcios.
Baseando-se em cálculos, Geryl afirma que 25 920 anos é a duração de um ciclo completo zodiacal e de precessão. No entanto, defende que um ciclo de precessão de 25 920 anos nunca existe e que quando um ciclo alcança os 25 776 anos de precessão, a Terra altera o seu movimento de rotação e há uma mudança catastrófica de era.
Geryl fala em três cataclismos na história da Terra. Na altura do primeiro, o Zodíaco passou da era de Virgem a Leão e desta a Virgem de novo - houve uma inversão da direcção do Zodíaco e da rotação da Terra. O Zodíaco seguiu o seu rumo (Virgem, Balança, Escorpião, Sagitário) e em Sagitário houve não uma inversão da rotação da Terra e das eras, mas “apenas” uma mudança repentina de era, um giro muito rápido no Zodíaco, passando para a era de Aquário (saltando a era de Capricórnio). Daqui, o Zodíaco seguiu o seu rumo (Aquário, Peixes, Carneiro, Touro, Gémeos, Caranguejo, Leão) e, na era de Leão, onde se deu o cataclismo que destruiu a Atlântida, inverteu-se de novo a direcção das eras, em conjunto com a inversão da rotação da Terra. Esse é o movimento que ainda seguimos na actualidade (Leão, Caranguejo, Gémeos, Touro, Carneiro e Peixes).

O ciclo de precessão tem sido associado com as eras glaciais, com o ciclo das manchas solares, bem como com as mudanças do campo magnético terrestre (a precessão afecta o campo magnético terrestre e este parece mudar junto com a precessão).

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Alinhamento Galáctico

O alinhamento galáctico em questão é o alinhamento do Sol no Solstício de Inverno de 2012 com o centro da Via Láctea, no Equador galáctico (linha análoga ao Equador terrestre, que divide a nossa galáxia em duas partes). Um alinhamento com estas características apenas acontece uma vez a cada 26 000 anos e coincide com o fim do calendário de Conta Longa dos maias.

A Via Láctea é a galáxia onde está localizado o nosso Sistema Solar. É uma estrutura em espiral constituída por cerca de duzentos biliões de estrelas e divide-se em seis partes: núcleo, bolbo central, disco, braços espirais, componente esférico e halo.
O núcleo tem a forma de uma esfera achatada e é uma fonte de intensa radiação electromagnética, provavelmente devido à existência de um buraco negro no seu centro. O disco é a parte mais visível da galáxia e é nesta estrutura que repousam os braços da Via Láctea. As estrelas do disco têm um movimento de translação em volta do núcleo, todas as estrelas que observamos no céu nocturno estão localizadas no disco galáctico.
Até 2008 acreditava-se que a Via Láctea possuía 4 braços mas afinal parece que possui apenas dois braços estelares principais: o braço Perseus e o braço Centaurus. Os demais braços foram reclassificados como braços menores ou ramificações. Esses dois braços principais contêm uma enorme concentração de estrelas jovens e brilhantes. Desta forma, a Via Láctea é classificada como sendo uma galáxia espiral e os seus braços estão em movimento rotatório em torno do núcleo, à semelhança de um grande cata-vento. É no braço menor de Órion que está localizado o nosso sistema solar. O Sol – e com ele o sistema solar - efectua uma rotação completa em torno do núcleo a cada 200 milhões de anos, à velocidade de 225 Km/s, estando localizado a cerca de 27 mil anos-luz do centro galáctico.
A Via Láctea descreve como um todo um movimento de rotação (apesar de os seus componentes não se deslocarem à mesma velocidade) e está inserida no chamado Grupo Local de galáxias, que é constituído por cerca de trinta galáxias; as principais são a Via Láctea e a Andrómeda (estas duas galáxias espirais gigantes orbitam um centro de massa comum).

Em termos de mitologia maia, a Via Láctea representa a Grande Mãe Cósmica, a partir da qual toda a vida nasceu e o seu centro representa o útero cósmico. No interior do centro galáctico existe uma nebulosa região escura de pó e nuvens, semelhante a um corredor escuro, conhecido actualmente por Dark Rift e conhecido pelos maias por Xibalba Be ou Caminho Escuro.


Relativamente ao alinhamento há quem defenda que, mais precisamente, o Sol no Solstício de Inverno de 2012 atingirá um determinado ponto no fundo do Dark Rift e parecerá nascer do mesmo, do “Canal de Nascimento Galáctico”. É como se o Sol nascesse de novo do útero cósmico. Para alguns, a constelação de Cygnus é importante neste alinhamento: esta encontra-se localizada no topo do Dark Rift, podendo significar o local do nascimento cósmico.
Este alinhamento pode representar então o Ponto Zero no relógio cósmico, marcando o início de uma nova era evolucionária. Diz-nos que um novo Sol nasce, que um novo ano madruga, que um novo ciclo galáctico começa, que há uma transformação da Terra.
Assim, este alinhamento galáctico pode ser antes descrito como um alinhamento do Sol com o Dark Rift e 2012 indica o ano em que estes estarão alinhados, em conjunto com o fim do ciclo actual de Precessão.

Até porque como o centro galáctico é grande, o Sol também é grande e os movimentos são lentos, um alinhamento entre o Sol e o centro da Via Láctea decorre durante muitos anos e o alinhamento entre o Sol e o Equador galáctico ocorre durante 36 anos. John Major Jenkins promoveu a ideia deste alinhamento cósmico, considerando que este é determinado pela Precessão dos Equinócios. Este movimento altera a posição dos Equinócios e Solstícios em um grau a cada 72,2 anos; a posição destes move-se 360 graus em 26 000 anos, o que significa que se movem 0,01 graus por ano. Por isso este alinhamento ocorre aproximadamente durante 36 anos, entre 1980 e 2016 - Zona de Alinhamento Galáctico.
Além do mais, de acordo com cálculos astronómicos recentes, o meridiano do Solstício coincidiu mais precisamente com o Equador galáctico em 21 de Dezembro de 1997… Deste modo, a ideia do alinhamento do Sol com o Dark Rift parece fazer mais sentido.

Para os defensores da evolução humana cíclica, mais especificamente da evolução da consciência da humanidade, este tempo na nossa galáxia é em torno de 26 000 anos, chegando a afirmar que o sistema solar se movimenta ao redor da Via Láctea em 26 000 anos… Para estes, estamos a chegar ao fim de um ciclo de 26 000 anos e iremos iniciar um novo a partir de 2013. Um dos seus principais argumentos é o de que, segundo os maias, no fim de um ciclo de 26 000 anos a Terra se aproxima do centro da galáxia e este processo cria uma transformação na Terra e na mente das pessoas, pois o Sol e a Terra são bombardeados por raios cósmicos provenientes deste centro galáctico. Defendem que isto está a acontecer actualmente, que estamos num período de transição para uma nova era e que esta transição é um acontecimento cósmico que envolverá todo o nosso sistema solar e Via Láctea.

Em várias culturas ancestrais, o Solstício de Inverno era comemorado: o menor dia do ano, a partir do qual a duração dos dias começa a crescer, simbolizava o início da vitória da luz sobre a escuridão. O Solstício de Inverno de 2012 parece ser uma data com significado especial na cosmologia maia, talvez relacionada com a Precessão dos Equinócios em relação a outros corpos celestes. Esta data pode ser um indicador de uma fase no período de transição entre eras – o processo de nascimento da nova era e o início do novo ciclo de precessão.

Vídeo:


Este vídeo apresenta apenas a 1ª parte do documentário, as restantes partes encontram-se no YouTube.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

2012: Ciência ou Superstição?


2012: Science or Superstition? - Watch today’s top amazing videos here
Este vídeo apresenta apenas a 1ª parte do documentário, as restantes partes encontram-se no YouTube.


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Mistérios do Egipto


Um cuidadoso exame dos sítios chave mundiais de pirâmides revelam que elas são sofisticadas estruturas harmónicas, não somente espelhando as posições dos planetas e sistemas estelares, mas também destinadas a representarem os chacras e cavidades harmónicas do corpo humano. Mesmo cada pedra dentro da Grande Pirâmide de Giza, no Egipto, é harmonicamente sintonizada a uma frequência específica ou tom musical.
A Grande Pirâmide de Quéops é considerada por muitos como sendo um gigante calendário de pedra que conta a história do mundo e que descreve o chamado "Ciclo Phoenix" da nossa órbita galáctica. Uma linha completa de tempo da evolução da humanidade desde os últimos 4000 anos está escrita, em pedra, directamente nas passagens internas da Grande Pirâmide. Isto não está escrito em palavras, mas sim através do uso de um sistema numerológico compreensivo.
O grande corredor da pirâmide parece mostrar os acontecimentos mais importantes da história mundial, mesmo tendo em conta que foi construído antes de 2000 a.C. O grande corredor/calendário parece também mostrar que estamos a chegar ao fim deste ciclo temporal. Na Câmara do Rei existe um túmulo vazio que se acredita ser o símbolo do fim da morte. Os autores Robert Bauval e Adrian Gilbert sugerem que a Grande Pirâmide funciona como um relógio estelar precessional e que a forma como esta está disposta no terreno aponta para uma determinada era do ciclo precessional. A era que corresponde a 12 500 anos atrás, como é indicado pela Grande Pirâmide, seria uma era na qual os primeiros egípcios estariam especialmente interessados (isto teria sido quando as 3 pirâmides de Giza estavam alinhadas com a constelação de Órion).
Existe também quem defenda que a Grande Esfinge foi construída por volta de 10 500 a.C. e que a sua forma de leão seria uma referência definitiva à constelação e à era de Leão. Consequentemente, a orientação e disposições da Esfinge, pirâmides de Gizé e do rio Nilo, com relação uns aos outros no chão é interpretada como uma imagem espelhada exacta ou "mapa" das constelações de Leão, Órion (cinturão) e da Via Láctea.

Estudos do Zodíaco no templo de Dendera e o antigo Livro dos Mortos egípcio mostram que os Egípcios acreditavam na natureza cíclica do “fim do mundo”e alguns sugerem que eles previram uma data para o final do ciclo actual - fim de Dezembro de 2012.


O Zodíaco de Dendera demonstra que os Egípcios tinham conhecimento acerca da precessão dos equinócios. O Zodíaco mostra o movimento do sol (nos dias de equinócio) através das constelações. Segundo Patrick Geryl, o Zodíaco astronómico dos Egípcios descreve a data exacta dos anteriores cataclismos na Terra e as suas consequências.