sexta-feira, 21 de Agosto de 2009

Yellowstone – supervulcão prestes a explodir?

O termo supervulcão designa um centro vulcânico que teve uma erupção de magnitude 8 no Índex de Explosividade Vulcânica, o que significa que os depósitos da erupção (cinzas e outros materiais piroclásticos) são superiores a 1000 km3. São erupções extremamente explosivas e colossais. Assim, um supervulcão é um vulcão que num determinado ponto no tempo eclodiu mais de 1000 km3 de depósitos. As erupções dos supervulcões são responsáveis por alterações climáticas e extinções em massa.


A erupção em 1815 do Tambora, na Indonésia, a maior erupção registada na história moderna, expeliu apenas cerca de 100 km3, o que foi suficiente para fazer diminuir a temperatura global do planeta durante 3 anos seguidos. Em 1816, as temperaturas dos meses estivais sofreram um abaixamento abrupto na Europa e na América, tendo esse ano ficado conhecido como "o ano em que não houve Verão”.

Há cerca de 75 000 anos, uma erupção na caldeira do Toba, na Indonésia, quase provocou a extinção do ser humano. Ninguém sabe ao certo a extensão desta erupção, sabe-se apenas que foi colossal. Os núcleos de gelo da Gronelândia mostram que esta erupção foi seguida de, pelo menos, 6 anos de “Inverno vulcânico” (que consiste na redução da temperatura causada por cinzas vulcânicas e ácido sulfúrico obscurecendo o Sol e diminuindo o albedo, levando a um arrefecimento muito grande) e acredita-se que o evento possa ter deixados os seres humanos à beira da extinção, tendo exterminado entre 60% a 75% dos seres humanos.


O supervulcão de Yellowstone localiza-se nos Estados Unidos da América, no Parque Nacional de Yellowstone, que cobre uma área de cerca de 9000 km2. Apesar da actual aparência pacífica da paisagem, Yellowstone sofreu períodos de violência extrema no passado.

Três colossais erupções explosivas ocorreram em Yellowstone nos últimos 2,1 milhões de anos, com um intervalo de recorrência de cerca de 600.000 a 800.000 anos. Yellowstone, tal como muitos outros supervulcões, também teve muitas erupções menores. Desde que a sua mais recente caldeira gigante se formou, há 640.000 anos atrás, ocorreram cerca de 80 erupções relativamente não explosivas. Muitas dessas erupções foram separadas no tempo por várias dezenas de milhares de anos. A mais recente actividade vulcânica explosiva de Yellowstone foi há cerca de 70.000 anos atrás.


A caldeira de Yellowstone é constituída por quase todo o parque – cerca de 9000 km2. Uma caldeira vulcânica é uma depressão côncava que resulta do desaparecimento parcial ou total do cone vulcânico, colapsada por explosões, abatimentos ou agentes erosivos e que apresenta, geralmente, contornos mais ou menos regulares circulares ou elípticos. Pensa-se que a sua câmara magmática mede cerca 80 km de extensão por 40 km de largura e que está localizada em profundidade entre 8 a 16 km. Ela tem a particularidade de ser alimentada de magma por um enorme "ponto quente", sobre o qual se situa. Os pontos quentes são reservatórios de rocha fundida que se elevam desde pelo menos 200 quilómetros abaixo da Terra até à superfície.


O Observatório do Vulcão Yellowstone analisa constantemente dados que podem indicar uma iminente erupção vulcânica, evento hidrotermal ou um grande sismo.

O sistema vulcânico de Yellowstone tem exibido um comportamento relativamente semelhante desde que a sua actividade vulcânica foi analisada pela primeira vez, há pouco mais de 50 anos. Ao analisar a sua actividade ao longo do tempo, teremos uma melhor compreensão sobre o que é considerado actividade normal. Diferentes vulcões têm diferentes níveis de actividade normal. A actividade normal para Yellowstone tem incluído extensa actividade sísmica (há, geralmente, mais de um milhar de sismos por ano), períodos de elevação e abaixamento da caldeira e mudanças intermitentes das características hidrotermais (geysers, fumarolas…) à superfície.

Um dos dados observados são as deformações da caldeira - elevações e abatimentos de solo. Estas têm sido observadas em vários vulcões e a maioria destes mostra alguma evidência de elevação antes da erupção. Além de se detectar deformação antes de uma erupção, também pode ocorrer deformação imediatamente após uma erupção. Por vezes, após elevações há abatimentos e sem que nenhuma erupção vulcânica tenha ocorrido.

Em outros vulcões, nomeadamente caldeiras como Yellowstone, poderá haver movimentos ascendentes e descendentes por dezenas a centenas ou até milhares de anos, sem haver uma erupção. Actualmente, há deformações em Yellowstone, nomeadamente no seu lago, onde se encontra uma elevação que se eleva 30 metros a partir do fundo do lago, estendendo-se pelo comprimento de sete campos de futebol e tendo o potencial de explodir a qualquer momento. Outra elevação em Yellowstone encontra-se a sul da Bacia do Gêiser Norris, a área termal mais aquecida no Yellowstone. Têm existido outros sinais de que a caldeira permanece plenamente activa, por exemplo, a Bacia do Gêiser Norris produziu novas piscinas de lama aquecida e a temperatura no solo tem aumentado.


Para os que defendem que podemos estar na iminência de uma erupção colossal em Yellowstone e que, até, esta está atrasada, é de salientar que não se pode apresentar intervalos de recorrência com base em apenas três valores, pois é estatisticamente insignificante. As três grandes erupções ocorreram 2,1 milhões, 1,3 milhões e 0,64 milhões de anos atrás. Os dois intervalos entre as erupções são assim de 0,8 e 0,66 milhões de anos, com uma média de 0,73 milhões de anos. A última erupção foi há 0,64 milhões de anos atrás, o que implica que ainda estamos a cerca de 90.000 anos de distância a partir do momento em que poderíamos considerar Yellowstone atrasado para outra grande erupção formadora de nova caldeira.

No entanto, não podemos descartar a possibilidade de uma outra erupção, pela simples razão de que a área tem origem vulcânica e um longo historial vulcânico, bem como pelo facto de existir actualmente magma debaixo da sua caldeira. No entanto, não se têm detectado sinais de actividade que sugerem que uma erupção possa estar iminente, quanto mais de uma erupção colossal.


As futuras erupções vulcânicas em Yellowstone podem ocorrer no interior do Parque ou perto deste. A sua história vulcânica e hidrotermal sugere vários tipos de erupções no futuro, umas mais prováveis que outras.

O tipo mais provável será uma erupção hidrotermal e não vulcânica. Este tipo de pequenas erupções explosivas pode ocorrer a partir de reservatórios de vapor ou água quente em vez dos de rocha fundida/magma. Esses reservatórios são as fontes dos famosos geysers, fontes termais e fumarolas de Yellowstone.

O tipo mais provável de erupção vulcânica em Yellowstone irá produzir fluxos de lava, quer de lava riolítica quer de lava basáltica. As erupções de lava riolítica poderão também incluir fases explosivas que possam produzir volumes significativos de cinzas vulcânicas e pedra-pomes.
O tipo menos provável, mas o pior caso de erupção vulcânica em Yellowstone, seria outra erupção explosiva formadora de caldeira, como as que ocorreram 2,1 milhões, 1,3 milhões e 640.000 anos atrás.

Assim, uma explosão hidrotermal é, provavelmente, o risco imediato mais sério no parque.


Como referido inicialmente, as erupções dos supervulcões são responsáveis por alterações climáticas extremas e extinções em massa. Se outra erupção catastrófica formadora de caldeira ocorrer em Yellowstone, é bastante provável que altere padrões climáticos globais e que tenha enormes efeitos, e durante muito tempo, sobre a actividade humana, especialmente a produção agrícola.

Um documentário da BBC estima que, no caso de uma mega erupção do Yellowstone, praticamente toda a vida animal e vegetal no continente americano seria exterminada. Não há meios de prever por quanto tempo haveria o “Inverno vulcânico”, mas a sua extensão seria medida em anos. Mergulharia a população mundial numa gigantesca crise climática e económica, para além da extinção de imensos seres animais e vegetais.


Assim, Yellowstone não abriga apenas um supervulcão antigo, mas um actual, activo e de certo modo desconhecido. Uma enorme bomba que, apesar de tudo, pode explodir a qualquer momento. O risco é real.


Para quem quiser acompanhar os dados do supervulcão: http://volcanoes.usgs.gov/yvo/



Existe uma premonição acerca da data da erupção deste supervulcão. Jucelino Nóbrega da Luz, um professor brasileiro, desde os seus 9 anos de idade tem sonhos premonitórios. Este escreve cartas às pessoas com quem sonha e, em casos que pressente seja necessário, chega a registar ou autenticar o conteúdo dessas revelações que, na sua maioria, se têm concretizado. Algumas das suas premonições previstas e realizadas: atentado ao World Trade Center, New York a 11/09/2001, atentado em Madrid a 11/03/2004, tsunami na Ásia a 26/12/2004, entre outras envolvendo diversas personalidades e acontecimentos.


Em 2006, durante uma palestra no Rio de Janeiro, entre outras premonições advertiu que: 2012 será a época das nuvens negras e que a 6/12 iniciar-se-á o caos de ordem climática, propagação de doenças e destruição do ser humano; em 2012 o vulcão Krakatoa, Indonésia, entrará em erupção e de novo em 2015; em Novembro de 2013, uma erupção em La Palma, Ilhas Canárias, vai gerar um sismo e, posteriormente, um tsunami; em 2013, o supervulcão de Yellowstone, Estados Unidos, entrará em erupção; em 2015, iniciar-se-á em Portugal e Inglaterra a maior seca que já houve nesses países; em 9 de Fevereiro de 2023 dar-se-á em São Francisco, EUA, um grande sismo de 8.9 na escala de Richter e a 17 de Julho de 2026, na mesma cidade, o sismo chamado "The Big One" levará ao rompimento da Falha de Santo André, destruindo a Califórnia, e será o maior sismo já registado, 10.8 graus na escala de Richter; finalmente, partilhou que em 2043, 80% dos seres humanos serão dizimados.


14 comentários:

Anónimo disse...

Pelo que li, sinto-me chamuscado, melhor, vulcanisado por tanta informação que desconhecia! Será que irei a tempo de observar um supervulcão a fazer das suas?
Quem sabe!?

Bem haja a quem perde tempo com estas informações tão ricas e necessárias ao Homem actual!

joellira

Third_Eye disse...

Quem sabe? :)
Obrigado, são comentários assim q nos motivam a continuar :)
Namaste!

Anónimo disse...

Seja como for, terei tempo pra beber todas e mais algumas antes de irmos todos pro "beleléu"!!!

Anónimo disse...

Miriam Lima

Tenho um interesse enorme com tudo o que se relaciona com o nosso planeta, tenho buscado fontes sobre essas supostas previsões. Na verdade gostaria de obter dados mais antigos sobre essas afirmações. Já que com a mídia exagerada em torno do filme gera comentários e sensacionalismos á parte. Quero algo real.
O Yellowstone, o degelo, as tsunamis...são coisas reais.
Quanto mais materias sobre isso melhor para se esclarecer a mente das pessoas e deixa-las preparadas para um tempo de coragem.

Abraços

Third_Eye disse...

Namasté, Miriam!
Obrigado pela visita e pelo comentário... Não é fácil encontrar informação fidedigna no meio de tanta informação, principalmente na internet, mas há que continuar a procurar o que nos interessa e tentar destrinçar o que parece real e plausível, ou não... Muito importante no meio de tanta informação é pensarmos por nós mesmos e tirarmos as nossas próprias conclusões... e não esquecermos de respeitar a opinião dos outros...
Volta sempre :)

Welliton disse...

Minha previsão sera melhor que a de Juscelino:

- Os Estados Unidos ou o que restar dele, será o maior produto de pedras -pomes do restinho do mundo.

- O Brasil vai assumir o comando do mundo na ocasião.

- Lula ainda será o Presidente do Brasil.

Anónimo disse...

ta na hora de pensar menos no dinheiro e mais en Deus.

Anónimo disse...

Ciência à mistura com previsões catastrofistas. Típico. Já estamos em 2012... De referir no artigo, que, para já, os geólogos e restante comunidade ciêntífica, estão tranquilos quanto a Yellowstone. É certo que nos últimos 3 anos se tem verificado algumas anomalias no solo (elevações), no entanto, segundo os últimos dados, o magma está situado entre 7 e 10 km abaixo da caldeira, distância essa o suficientemente grande como para não haver motivos para alarme. Segundo os especialistas, seria um caso sério se este estivesse apenas a uns 2-3km de profundidade.

yang_30 disse...

Caro anónimo,
Segundo a minha leitura, o artigo não tira conclusões, apenas coloca questões (também pode verificar isso através do título). O artigo fala também em premonições, porque é exactamente essa a função do blog, dar voz a pontos de vista e fenómenos alternativos ( uns serão mais credíveis e outros menos).
Em relação ao seu comentário inicial, não será a ciência climática também uma espécie de "Ciência à mistura com previsões catastrofistas"? Aliás, basta ver as previsões em relação às alterações climáticas nos póximos anos, não me parecem muito animadoras...ou então os avisos da NASA em relação às tormentas solares, dizem que corremos riscos de ficar sem energia eléctrica durante muito tempo... aí já não é típico, nem censurável, pois não?

Third_Eye disse...

Caro anónimo,
Sim, já estamos em 2012... mas mal começamos... vamos com calma que 2012 ainda tem muito para nos dar!...

Anónimo disse...

Caro Yang: Um "bem-haja" por esses pontos de vista alternativos, então. A ameaça das tempestades solares não é nem nunca foi nada de novo, a única diferença é que somos tecnologicamente, mais vulneráveis. Em 2008, já os cientistas previam uma atividade mais acentuada para o corrente ano. Não falharam: Em menos de um mês, já tivemos duas: a primeira "limpou" uma parte considerável da pesada atmosfera de Vénus e esta última, a mais forte para nós classificada como nível M5 com alerta de fluxo de protões acima dos 1000pfu. As consequencias de uma tempestade mais forte podem ser minimizadas com vários métodos simples, que, óbviamente nos causariam perdas avultadas (foro económico, entenda-se...) a curto prazo, mas evitariam danos maiores. Concordo, de certa forma, quando afirma "Ciência à mistura com previsões catastrofistas", pelo menos nos aspetos relativos a alterações climáticas, mas não de todo, de forma iminente... O único que me intriga é: Porquê agora tanto alvoroço, se nada disto é novo? Tem a ver com o tal "doomsday"?... E sim, acredito nas fontes ditas "oficiais", precisamente por serem, neste momento, as únicas que dispõe da tecnologia necessária para efetuar as respetivas medições. Agora, Se apenas nos mostram o que querem, isso já é outro assunto.
Caro Third_Eye: Não posso discordar.

yang_30 disse...

Anónimo,
Sim, eu penso que algumas pessoas estão mais atentas a estes temas devido ao tal “doomsday” e, como é lógico, tudo isto está relacionado com as profecias maias (os maias foram os principais “culpados”, mas não foram os únicos, porque há mais material por aí e culturas que falam em coisas muito semelhantes).

Em relação ao doomsday, eu não posso falar pelos outros, apenas posso falar por mim. Eu nunca interpretei esta ideia como sendo a aniquilação total do homem e a destruição absoluta da Terra (um dia lá terá de acontecer, mas acho que ainda estamos muito longe disso). O que me cativou foi a ideia de renascimento, de uma transformação para melhor. Mas, como é natural, o renascimento envolve sempre uma certa morte (não no sentido de uma aniquilação total), a morte de velhas estruturas e o início de uma nova forma de viver e pensar. É um pouco a ideia da Fénix que renasce das cinzas, seja qual for a forma que essas cinzas assumirem. Não se trata do culto do alarmismo, do medo, mas sim de esperança no futuro, nunca esquecendo que é importante viver no presente (é um cliché, mas é verdade).

Tem razão quando diz que nada disto é novo, porque tudo é cíclico. É essa a ideia que está subjacente. Mas eu penso que ninguém pode negar que estamos a assistir a mudanças profundas a todos os níveis (sociais, ambientais, económicas, etc, etc), fica a sensação que este tempo que estamos a viver é especial e eu acho que cada vez mais pessoas sentem isso, quer se acredite em profecias ou não. Não possuo verdades absolutas em relação a isto, mas não deixo de partilhar essa sensação ou intuição.

Com certeza que a tecnologia e as medições dos cientistas mais ortodoxos são importantes, nunca desvalorizei isso, mas não podemos achar que possuem sempre toda a verdade e razão. É sempre bom ter a mente aberta e humildade para aceitar, dentro do que for razoável, outros métodos, outras possibilidades. Não podemos achar que o conhecimento evoluiu apenas em linha recta, ele às vezes dá voltas, perde-se e é novamente adquirido. A nossa História ainda tem muitos enigmas…E, sim, sem querer ser conspiranóico, penso que algumas fontes oficiais/governamentais esconderam e escondem coisas, se não for em relação a este tema , é em relação a outros.

Anónimo disse...

Em cheio, amigo Yang. Assim já esclareceu muita coisa, a muita gente que inclusivé, ja postou comentários também e que interpretaram o conteúdo do post de forma errada. Não, não foi o meu caso, a sério.
Não me parece um conspiranóico. Eu sou um exceptico do pior e, no entanto, penso o mesmo. Um bom astrónomo amigo meu, enquanto discutiamos estes e outros assuntos ao sabor de uma fresquinha, disse-me: "No mundo do mistério, jamais desprezes o que surja, a não ser que o tema em questão seja um "fake" "... Um astrónomo! O que sugere que ntambém ele já teve algumas "surpresas" ao longo da sua vida profissional...

Anónimo disse...

E SE ELES SE ANTECIPASSEM E JÁ FOSSEM PERFURANDO MILHARES DE "BURACOS" NA EXTENSÃO MENCIONADA PARA LIBERAR A PRESSÃO ACUMULADA? NÃO DESSA MANEIRA LEIGA COMO ESTOU ESCREVENDO MAS DENTRO DA REALIDADE TÉCNICA E CIENTÍFICA DO NOSSO TEMPO.FICA AÍ A SUGESTÃO.